<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127</id><updated>2011-11-29T14:41:45.688-02:00</updated><title type='text'>BABILÔNIA ON LINE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1730003250487782277</id><published>2011-11-28T20:17:00.003-02:00</published><updated>2011-11-29T14:41:45.692-02:00</updated><title type='text'>OS RAIMUNDOS III (continuação)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esse, dos quatro, o mais novo. Agora, já entradinho nas eras, mas continua ainda o mais novo da turma. Essa, a vantagem da Matemática. Existe uma época da vida em que a gente tem o dobro ou a metade da idade de alguém. Essa relação vai se modificando a favor do mais velho. Eu tinha vinte anos e você, dez. Nos meus trinta, você vinte. Você tinha metade, agora tem dois terços. Quando eu chegar aos cem você terá noventa. Noventa por cento da minha idade. Eu, mil, você novecentos e noventa anos: igual a noventa e nove por cento. Acho que no final dos tempos, no infinito, teremos a mesma idade, ou você será mais velho do que eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o Raimundinho está mais perto de mim. Nossa diferença não chega a três anos. Desde pequeno com o bumbum virado pra lua. Quer coisa melhor do que morando junto com a avó, ser afilhado dela? Porque fomos criados todos juntos, pai, mãe, avô, avó e tias. As tias foram se casando e indo embora. E o afilhado sempre protegido pela vovó-dindinha. Artes e mal feitos só os outros cometiam. Se fosse para apanhar era só correr e se esconder atrás da saia comprida que ninguém tinha coragem de desrespeitar a mãe ou a sogra. Ovo fresco todo dia. Os outros, o outro principalmente, só se assaltasse o ninho logo depois da galinha botar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tínhamos as obrigações diárias. Descascar milho, socar o arroz e o café, cozinhar banana verde e depois misturar com fubá e tratar dos porcos, debulhar o milho no debulhador grande de madeira e manivela. Nessas tarefas ao ajudar o afilhado, ela acabava ajudando a todo mundo e era muito bem vinda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quando a avó ia rezar o terço, sentadinha no banco comprido do corredor, iam os três pedir vó conta uma história. E ela contava a história de Joaozinho e Maria. Água meus netinhos. Azeite minha vó. E a vó da história morria assadinha pelos meninos da história. E a gente não sabia se tinha dó da outra avó ou dos meninos coitadinhos que se perderam na floresta e foram achados pela bruxa má que gostava de comer meninos gordinhos e assadinhos. Que nem na história dos porquinhos, só que esses tinham até casas e chaminé pra queimar a bunda do lobo mau.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nem sempre a história chegava ao seu final. A vovó tinha a mania de começar a contar história e fechar os olhos enquanto falava. Deve ser porque sabia a história de cor ou para dar um cochilozinho enquanto automaticamente continuava a desfiar as peripécias dos dois heróis. E a gente sorrateiramente saía de fininho e a deixava falando sozinha. Quando ela abria os olhos e não via ninguém, ficava embrabecida e era uma semana sem histórias. Aí entrou em cena o afilhado. Era só a gente começar a sair e ele delatava. Vó tão saindo. E nós tínhamos de voltar se quiséssemos continuar tendo contadora de histórias todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tão malandro foi ficando que quando nossa irmã reclamou que ele não apanhava, inventou de dizer que ela também não sentia a dor das varadas porque a saia dela protegia as pernas. Aí ela sugeriu que ele vestisse suas saias e dispensasse a proteção avoenga. Quem disse que ele topou...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, os depois estragam tudo, nos separamos. Fui para um lado e ele foi para outro ainda meninos por volta dos dez anos. Quando voltamos a conviver já éramos pós adolescentes, quase adultos. E voltamos a nos separar de novo, apesar de estarmos na mesma empresa e na mesma labuta. Agora que já temos todo o tempo, continuamos cada um do seu lado, pelo menos tendo ainda um elo de ligação que nos aproxima um pouco periodicamente. Viva a Naná.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1730003250487782277?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1730003250487782277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/11/os-raimundos-iii-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1730003250487782277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1730003250487782277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/11/os-raimundos-iii-continuacao.html' title='OS RAIMUNDOS III (continuação)'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4977236378713340754</id><published>2011-09-01T22:11:00.005-03:00</published><updated>2011-10-06T17:56:10.719-03:00</updated><title type='text'>OS RAIMUNDOS (continuação)</title><content type='html'>Estão faltando dois Raimundos para completar os quatro que fizeram parte de minha vida. Mas hoje ainda estou me referindo ao último que partiu. É que, muito gentilmente, o Nonato da RKG me informou que tem um vídeo com o tio Raimundinho. Mandei-lhe uma mensagem e ele me autorizou colocá-lo neste espaço à disposição de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para informar que existem muitos outros vídeos espetaculares no endereço:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WcQCbOHukCE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WcQCbOHukCE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vídeo do tio Raimundinho é maravilhoso. Focaliza a vida dele, como ele a viveu. Trabalhando, conversando, se orgulhando de Marliéria, sem abdicar de suas convicções, de suas idéias políticas. Vejam e se lembrem dele.&lt;br /&gt;Então, é só clicar no endereço fornecido acima e se deliciar com as imagens e diálogos registrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;AV.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4977236378713340754?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4977236378713340754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/09/os-raimundos-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4977236378713340754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4977236378713340754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/09/os-raimundos-continuacao.html' title='OS RAIMUNDOS (continuação)'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6898752973531816052</id><published>2011-08-05T19:37:00.014-03:00</published><updated>2011-08-07T21:17:38.295-03:00</updated><title type='text'>OS RAIMUNDOS (continuação)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637759312686249842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-rt0EyYCmiMA/Tj1YOYnQd3I/AAAAAAAAAB0/b-kAHKapGac/s320/DSC06063.JPG" /&gt;Então, o sr. Raimundo nos surpreendeu. Teve uma melhora significativa nesta semana. Os rins voltaram a funcionar e a pneumonia está sob controle. Mas o estado dele não deixa de ser grave. Seu maior inimigo é a idade. Toda aquela energia que ele tinha foi gasta na luta contra as infecções do pulmão e dos rins. Agora ele está muito fraco e não suportaria outra infecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era esse o discurso do doutor Eduardo, ou outro plantonista, toda tarde na UTI do Hospital Márcio Cunha. De vez em quando estava outro médico de plantão, mas o discurso não variava muito. Até que no último domingo, o plantonista era nada mais, nada menos que o doutor Emerson. Aquele mesmo que atendera, anos antes, nos postos de saúde da cidade de Marliéria, outrora Babilonia eterna. Foi um encontro cheio de recordações, pois ele fora o médico que acompanhou duas irmãs e o cunhado desse sr. Raimundinho. Mas seu parecer também não destoou da opinião de seus colegas.&lt;br /&gt;Hoje amanheceu, surpreendetemente, um dia chuvoso. Graças a Deus que a secura do ar já estava incomodando. Essas lembranças estavam cochilando na lista do blog desde 20 de junho. Seis, sete ou alguns dias mais após esses encontros com os médicos que o acompanharam no seu estágio na UTI do HMC. Que para tudo nessa vida, até para nos despedirmos dela, precisamos de uma preparação.&lt;br /&gt;Agora, de uns dias para cá, assim que vim retomar meus plantões com Naná, começaram a aparecer pessoas interessadas em adquirir o que era dele. É a lei da vida. E a gente fica sem entender como aquele sitiozinho dele pode continuar existindo sem ele. Parece que o certo era ele estar lá. Distribuindo entre as pessoas o que colhia. Os quiabos, as laranjas e as mexericas. Dizendo para a Edna, quando eu for embora quero que todo mundo se lembre de mim como uma pessoa que não tinha dó de dar o que tenho. Só não gosto quando entram lá fora de horas para roubar. Apanham as laranjas verdes, estragam as plantas, quebram os galhos. Pra que? Não precisa. É só pedir que eu dou, mas quando estiverem maduras.&lt;br /&gt;Foi aí que me lembrei desse meu compromisso com ele. Preciso continuar com os Raimundos. Depois dele, ainda ficam faltando dois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele tinha sido taxativo quando conversávamos. Conversas sadias sem premonições tristes. Depois dessa operação que preciso fazer, vou parar com essa fazeção de rapaduras. Tou sentindo que esse serviço ta muito pra mim. E a Dinha vive me falando que eu preciso parar com esse serviço. Gozado que ela mesma, agora, arrumou essa serviçama de fazer essa biscoitama toda. E fica querendo me governar. Já apareceram muitos perguntando se eu não vendo essa área. Vou vender a parte do canavial e ficar com a minha casinha só. Mas quero vender para alguém da família. Primeiro porque assim vou poder morar nela, tendo companhia perto. Não tenho coragem de morar ali sozinho, longe de todo mundo. Depois porque acho que nossa cidade precisa de mais moradias. Só vendo com a condição de ser para construir. E se eu vender para alguém de fora e aparecer alguém de casa falando que queria ter comprado vou ficar muito chateado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim tio Raimundinho ia me contando seus planos. Um dia, estávamos indo para fazer mais alguns dos infindáveis exames a que se submeteu antes da cirurgia, e assim de repente tirou do pulso um relógio SEIKO daqueles que foram muito populares da década de sessenta/setenta do século passado e me perguntou, você quer esse relógio? Levei um susto. Mas por que tio Raimundo? Havia momentos que ele me parecia tão grande que não conseguia chamá-lo no diminutivo. Não gosto mais desse relógio. Se deixar ele fora do pulso ele para e depois é uma dificuldade para acertar. Bons são esses a bateria e eu tenho um monte deles. Comprados no camelô mas andam direitinho que nem os outros. Esse aqui já ofereci ao Sonson mas ele disse que não usa relógio. Ofereci ao Cor Jesus e ele também disse que não gosta de relógio. Se você quiser, ele é seu. É claro que quero, muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só o tirei do braço para mandar fazer uma revisão e trocar a lente que estava trincada. Também, se tirar ele para. Aposentei meu Casio digital, velho de guerra, que me acompanhava hà uns vinte anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha essa necessidade de agradar, de ser generoso. E foi.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VvrkIuHbNnI/Tj8oYKRf96I/AAAAAAAAACU/B88TjjxLGYE/s1600/DSC06980.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638269654030874530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-VvrkIuHbNnI/Tj8oYKRf96I/AAAAAAAAACU/B88TjjxLGYE/s320/DSC06980.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Quando inventaram de promover, anualmente, um encontro dos descendentes de seus pais, ele já era o último dos tios vivos e em condições de comparecer, além de quatro cunhadas que agora são três e de uma irmã que já vivia em silêncio, quietinha em sua cama, alheia a tudo e a todos. E ele aderiu com prazer. Não faltou a nenhum, nem a esse último, depois de sua partida, que ele foi o parente mais presente. Estampado no peito e nos corações de cada um. É que havia dito, em segredo, a alguns sobrinhos que esse ano queria doar as camisetas que são confeccionadas a cada encontro. Como o segredo foi de polichinelo, muitos sabiam dessa intenção e a levaram em frente. Mesmo porque ele já havia providenciado os recursos para a empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tio Raimundinho, você não foi embora. Sua presença está muito forte aqui entre nós. Como dizia Guimarães Rosa, você agora está encantado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6898752973531816052?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6898752973531816052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/08/os-raimundos-continuacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6898752973531816052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6898752973531816052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/08/os-raimundos-continuacao.html' title='OS RAIMUNDOS (continuação)'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rt0EyYCmiMA/Tj1YOYnQd3I/AAAAAAAAAB0/b-kAHKapGac/s72-c/DSC06063.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-7395119393320122448</id><published>2011-06-22T20:42:00.003-03:00</published><updated>2011-06-22T20:42:00.790-03:00</updated><title type='text'>TIO RAIMUNDINHO POR DEBORA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, enquanto voltava para casa, depois de acompanhar a despedida de tio Raimundinho não consegui parar de pensar e precisava escrever esses pensamentos para vocês. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me lembrei de chegar a Marliéria com vocês e sempre passar pela casa de tia Rita olhando pela janela. Você sempre buzinava quando avistávamos alguém na janela e nós três, no banco de trás, nos acotovelávamos dando tchau e acenando para quem estivesse observando a rua. Eu tinha certeza que eles sabiam quem estava buzinando e ficava feliz quando recebia o aceno de volta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e fiquei sabendo que tia Rita não mais enxergava, mas você continuava a buzinar e eu continuava a acenar. Também porque, naquela janela, avistávamos Pandeiro e tio Raimundinho sempre a observar a rua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, cresci, comecei a chegar em Marliéria dirigindo o carro, mas continuava a buzinar ou acenar pela janela. Eu me casei, Tia Rita se foi, o carro ganhou novos ocupantes, mas o aceno para o rosto na janela continuou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se encontrava com tio Raimundinho pela rua sempre cumprimentava: “ oi tio!”. E ele respondia com um sorriso ou aceno e eu saia feliz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia me dei conta que talvez ele nem soubesse mais quem eu era, talvez não me reconhecesse mais, afinal não era mais criança e sobrinhos ele tinha aos montes. Mas o hábito continuou afinal eu sabia quem ele era: irmão da minha avó, seu tio. E depois de tantos acenos era impossível passar por ele sem cumprimentar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tempo continuou passando, os atropelos da vida nos levam a lugares diferentes, a encontros e desencontros. E de repente me vejo de novo tendo mais contato com tio Raimundinho, primeiro as festas de família que nos forçam a conviver com pessoas que sabemos que existem, mas que não temos contato regular. E ele ocupou o lugar de único representante da primeira geração que fazia parte dessa festa. A vó ainda estava por aqui, mas recolhida em seu silêncio de tantos anos. E ele lembrava ela, pequenino, discreto. Depois, nos últimos tempos, voltei a ouvir mais dele. Ele te procurava para ir ao médico, fazer exames. E fui escutando e relembrando histórias sobre a vida dele. E me perguntava porque ele não tinha constituído família, nunca se casou, viveu sozinho. E achava, a cada dia, que ele se parecia ainda mais com a vó. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei os preparativos para a cirurgia dele e me lembro do seu rosto durante o almoço aqui em casa em um dos dias que precisou ir ao hospital. Torci muito para que a cirurgia desse certo e para que ele se recuperasse. Mas Deus não quis assim e ele se foi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas durante a missa, vendo a emoção de cada um, percebi que eu havia tido pensamentos errados sobre a vida dele, ele não tinha uma família, ele pertencia a todas as famílias dessa grande família, grande em todos os sentidos, em número de pessoas, em histórias de superação, em histórias de recuperação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim como a minha avó ele foi teimoso até na hora de ir. Contrariou quase todos os diagnósticos: combateu a pneumonia, fez os rins voltarem a funcionar, controlou a pressão. Parecia querer ficar, mas não conseguiu acordar. Ou talvez tantas orações o estivessem segurando aqui. A sua hora tinha chegado, era preciso se despedir pois a força da vida sempre nos obriga a caminhar. Então só me resta pedir a Deus para que ele seja bem recebido lá em cima, para que continue seu caminho de evolução e para que consiga nos inspirar aqui em baixo. Com certeza a sua história tem muita coisa a nos ensinar. Cabe a cada um ver e aprender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-7395119393320122448?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/7395119393320122448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/tio-raimundinho-por-debora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7395119393320122448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7395119393320122448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/tio-raimundinho-por-debora.html' title='TIO RAIMUNDINHO POR DEBORA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-953896881984621234</id><published>2011-06-17T21:33:00.008-03:00</published><updated>2011-07-10T20:12:41.845-03:00</updated><title type='text'>OS RAIMUNDOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foram quatro em minha vida, também eu meio Raimundo. Ao primeiro devo a vida. Do outro, tio por afinidade, o famoso tio torto, guardo as melhores recordações de minha infância. Era só começarem as férias de julho e tava na garupa do cavalo da tia Terezinha rumo ao Capim Gordura. Adorava aquele colchão recheado de palhas de milho afofadas na hora de deitar. Era como um mergulho sem fim naquela fofura. E sonhava com os passarinhos que íamos apanhar no dia seguinte. Não havia essa preocupação com a preservação da fauna, como hoje. Também não estavam tão ameaçados de extinção, como hoje. À noite, ficávamos na cozinha de chão batido fabricando gaiolas e alçapões com talos de embaúba e varetinhas de bambu, depois da ceia. O almoço era por volta das nove horas da manhã. Café de garapa de cana com broa de fubá por volta do meio dia, jantar às três horas da tarde e ceia à noitinha, quando começava a escurecer. A tia e os meninos pequenos iam dormir e nós permanecíamos mais um pouco. O Geraldo que já tinha uns quatro ou cinco anos nos acompanhava. De vez em quando remedando uma vizinha deles o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;trem tá feio, comadre, tamo perdidos, cumpadre. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Quando iam começar as aulas tinha de voltar pra casa. Uma vez levei uma gaiola, que havíamos feito nesses serões noturnos, com um alçapão incluído nela. Na parte de cima da gaiola, de forma que era a coisa mais fácil fazer um passarinho passar do alçapão para a gaiola. Era só levantar uma taquarinha e abria-se a passagem. Cheguei em casa, com aquele elefante branco e um frango que havia ganhado do tio Raimundo numa aposta com o ossinho da espora de outro frango que tínhamos comido no almoço. Meu pai me falou o que que adianta, você não tem chama para pegar algum passarinho. Realmente não tinha nenhum passarinho preso e sem a tal chama não havia possibilidade de apanhar outros. Assim mesmo armei o alçapão, coloquei arroz em casca dentro e dependurei na cerca da divisa com a nossa vizinha Dona Lúcia, filha do Sr. Bulé, que a cidade toda chamava de tio Bulé. E não é que horas depois, ao voltar, havia um lindo curió preso no alçapão da gaiola? Sem chama, nem nada. Nem curiós a gente via por ali. Tanto que o Afonso da tia Tereza, irmã da Sá Maria Augusta, mãe do Sr, Raimundo Nonato, ficou entusiasmado e me convidou para irmos ao mamoeiro, onde havia notícias de muitos curiós. Íamos apanhar mais um pra mim e outro pra ele. Só que no caminho encontramos com o Bitinho. Ele trazia uma gaiola com um curió maior do que o meu e com um penacho na cabeça. Ofereceu troca, na orelha. Que o dele era muito melhor do que o meu, que nem piar não piava direito. E o Afonso caladinho. Troquei. O curió que fora do Bitinho não deu nem um pio e não pegamos mais nenhum curió. Voltei pra casa sem graça e achando que fiz besteira. Meu pai confirmou. Esse curió tá é muito velho. Vai morrer um dia desses. Não durou nem uma semana e o encontrei morto na gaiola de talos de embaúba e taquarinhas de bambu. Foi minha primeira e última relação com curiós. E sempre cismei que o Afonso teve culpa nesse meu negócio. Ele disse que não podia dar palpite. Mas o encontro foi muito suspeito. E depois esse meu ex-curiozinho apareceu na casa do Afonso e cantando que fazia gosto. Mas canários, depois tive muitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro Raimundo acabou de nos deixar. Era Raimundinho. Tio de sangue, irmão de minha mãe. Pequeno, irrequieto e quietinho como um tico-tico. Passarinho que nunca matei. Sempre achei que eles eram tão mansinhos que seria covardia. Dele vou falar numa próxima postagem. Noutra falarei do quarto Raimundo. Do primeiro me ocuparei em outras postagens, pois dele tenho inúmeras histórias que estava guardando com intenção de inseri-las numa história maior que até comecei a editar nesse espaço, lá no início do blog. Mas está tão difícil esse livro sair que vou contá-las aqui mesmo. Se esse livro algum dia vier a lume, elas tornarão a sair com alguns adereços a mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-953896881984621234?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/953896881984621234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/os-raimundos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/953896881984621234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/953896881984621234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/os-raimundos.html' title='OS RAIMUNDOS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-9111354052159540662</id><published>2011-06-16T16:25:00.005-03:00</published><updated>2011-06-17T21:43:16.079-03:00</updated><title type='text'>RAIMUNDINHO POR DILMA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ULTIMA HOMENAGEM A TIO RAIMUNDINHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tio Raimundinho, não sei se tenho&lt;br /&gt;propriedade pra falar do senhor,&lt;br /&gt;mas vou tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o privilégio de conhecê-lo e poder conviver&lt;br /&gt;ainda que por muito pouco tempo pelo meu querer&lt;br /&gt;e agora vou dizer&lt;br /&gt;o que de você me deixou transparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim me parecia um menino&lt;br /&gt;ainda que crescido, mas nem tanto&lt;br /&gt;seu olhar travesso, apesar de tímido,&lt;br /&gt;quietinho no seu canto.&lt;br /&gt;Aqueles olhos miúdos, mas espertos&lt;br /&gt;viviam sorrindo, contentes,&lt;br /&gt;querendo sempre agradar a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia que seus presentes eram simples, modestos,&lt;br /&gt;mas não percebia quanto nos rendiam esses pequenos gestos.&lt;br /&gt;O grande valor da vida está exatamente nos pequenos atos,&lt;br /&gt;e que na maioria das vezes não percebemos de imediato.&lt;br /&gt;Culpa dos atropelos do dia a dia,&lt;br /&gt;mas ele fazia o que podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos aqui o conheciam, na sua Fazenda todo dia,&lt;br /&gt;Pera lá. Fazenda? Fazenda sim senhor,&lt;br /&gt;Fazenda de garapa, de rapadura, de melado&lt;br /&gt;e de amor.&lt;br /&gt;Que alguns mal esperavam sair do tacho para se lambuzarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botava o papo em dia, enquanto trabalhava&lt;br /&gt;sempre com os amigos que por lá passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da tarefa terminada, sua rapadura oferecia,&lt;br /&gt;e quem já conhecia, de imediato comprava,&lt;br /&gt;o que muito o agradava, pois assim entendia&lt;br /&gt;que o trabalho compensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já disse uma vez: "É nos pequenos frascos que se encontram os melhores perfumes". Perdemos hoje dessa geração de nove irmãos: Rita, Dina, Zito, Luis Tenente, Nicolau, Arsênio, Bebé, Nazinha e tio Raimundinho, o último dos "mói-canas".&lt;br /&gt;Não Teremos mais do tio Raimundino, na sua deliciosa fazenda, a garapa a rapadura e o melado. Mas, com certeza, continuaremos nos lambuzando nas doces lembranças de seus pequenos gestos repletos de grande carinho e amor.&lt;br /&gt;Um grande abraço e um grande beijo, já que a sua torcida do céu foi mais aguerrida que a da terra. Resta-nos nos contentarmos com as boas lembranças e a imensa saudade que vai deixar.&lt;br /&gt;Quero finalizar, se conseguir... se não conseguir, tenho certeza que todos aqui poderão me ajudar, prestando-lhe uma homenagem, cantando uma música que tem tudo a ver com a sua vida, segundo o meu entendimento. Peço perdão se não fui de todo justa, mas tenho a certeza que neste momento cada um aqui presente estará lhe prestando uma homenagem, lembrando-se daquilo que não pude viver ou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debulhar o trigo,&lt;br /&gt;recolher cada bago do trigo.&lt;br /&gt;Forjar no trigo o milagre do pão.&lt;br /&gt;Decepar a cana,&lt;br /&gt;recolher a garapa da cana.&lt;br /&gt;Roubar da cana a doçura do mel.&lt;br /&gt;Se lambuzar de mel.&lt;br /&gt;Afagar a terra,&lt;br /&gt;conhecer os desejos da terra,&lt;br /&gt;cio da terra, a propícia estação&lt;br /&gt;e fecundar o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dilma, toda emocionada na despedida do tio Raimundinho, em 15 de junho de 2011).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-9111354052159540662?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/9111354052159540662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/raimundinho-por-dilma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/9111354052159540662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/9111354052159540662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/06/raimundinho-por-dilma.html' title='RAIMUNDINHO POR DILMA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1903192597539967528</id><published>2011-02-21T15:35:00.004-03:00</published><updated>2011-02-23T21:20:49.417-03:00</updated><title type='text'>MEU LIMOEIRO...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá. Uma vez tindô lêlê, outra vez tindô NHANHÁ.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto pôde e os pensamentos ainda desembaralhados nunca se esquecia de perguntar e o meu limoeiro, ainda tem jabuticabas? Tem, sim. Que ninguém pode ser tão louco de acabar com aqueles pés de jabuticabas. E os pés de manga?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que mais frutificou naquele Limoeiro foi a árvore do amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa feita, de tanto ouvir falar no Limoeiro. Acho que o Ivo era meu colega de sala. Na terceira série? Não faz mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mãe posso ir com os meninos de tia Nhanhá passar o fim de semana lá? Peça ao seu pai. Pedi. Peça a sua mãe. Mãe, o pai falou que se a senhora deixar, eu posso ir. Então pode, tenho muita ficheza com Zezé e Nhanhá. Mas não me vai fazer arte lá, senão é a última vez. Ficheza não encontrei em nenhum dicionário, nem com "X" nem com "ch" como resolvi escolher. Mas que existe, existe. Todos podem comprovar. Acho que com "ch" é mais lógico. Viria de "ficha". Quem tem ficha com alguém é porque tem crédito, tem confiança. E confiança tem que ser mútua. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas sexta-feira, depois da aula, a turminha tomou o caminho da Onça. Waldemar, ou Juarez era o líder. Acho que era o Waldemar porque fiquei sabendo, por causa de outra história, que o Juarez foi aluno da tia Dulce e no meu tempo de escola tia Dulce já não morava mais em Babilônia. Mas isso é apenas um detalhe e nós nem somos Roberto Carlos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De noite, luz de lamparina, todo mundo pra cama cedo. Depois de rezar o terço? Nem me lembro, mas acho que sim. E aí o Gonzaga começava a chorar. Me lembrava do seu xará famoso e comentava é a sanfona do Luiz Gonzaga. Só que uma tia indiscreta me garantiu que, lá, todos foram chorões. O Juarez então era de amargar. Ela se lembrava muito bem da Nhanhá socando arroz no pilão com uma mão só, enquanto a outra segurava o Juarez enganchado nas suas cadeiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De madrugada alguém acordou e deu por falta das vacas que deveriam estar deitadas no terreiro, aguardando pacientemente a hora de se verem aliviadas do peso do leite armazenado em seus peitos para alimentar seus filhos berrões e os filhos dos outros. Já desconfiado, foi verificar a roça de milho e feijão mesmo em frente, do outro lado do ribeirão, e flagrou a turma toda se locupletando com a comida proibida, que nem os deputados/senadores com o nosso dinheiro. Alarme dado, acordamos todos e fomos retirar o gado da roça. Gonzaga e as meninas, ainda muito pequenas, ficaram em casa e quando voltamos fomos brindados com uma panelada de leite temperado e broas de fubá. Deixem-me fazer justiça ao Gonzaga. Ele tinha só uns três ou quatro anos. Agora já não deve ser tão chorão assim. Se já tivesse jogado futebol contra ele, poderia responder com certeza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nhanhá era daquelas pessoas que emanam doçura. Virou tia Nhanhá para mim por causa da sua sobrinha. Tinha por ela o maior carinho. Mas, me penitencio, lhe dei muito pouco do meu tempo. Por que é que a gente sempre age assim? Gosta mas não demonstra. Admira mas não rende homenagens. Ama e não diz eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tia Nhanhá, muito obrigado por aquele fim de semana que se incorporou à minha vida!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1903192597539967528?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1903192597539967528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/02/meu-limoeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1903192597539967528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1903192597539967528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/02/meu-limoeiro.html' title='MEU LIMOEIRO...'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1762925081285516427</id><published>2011-01-06T15:51:00.005-02:00</published><updated>2011-01-07T15:03:22.947-02:00</updated><title type='text'>RETROSDOIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cá estou de novo, catucando essas teclinhas. Pensei que retornaria mais depressa. Mas essa questão de fim e início de ano é muito complicada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha feito apenas uma ameaça de falar do TiDeza. Não ficou sugestiva a grafia TiDeza? As letras maiúsculas T e D são as iniciais de "Te Deum" que significa "a Ti Deus". O título completo do canto religioso é "Te Deum laudamus" que quer dizer "a Ti Deus agradecemos (laudamos, homenageamos, etc)", mas ficou conhecido por "Te Deum". Existem composições clássicas famosíssimas desse hino. Eram executadas em cerimônias de agradecimento por conquistas e vitórias. Mas não estamos aqui para circunloquiar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi só para demonstrar que TiDeza é um verdadeiro Te Deum. Ele todo, dos pés à cabeça é um hino de agradecimento. Essa família cheia de graça precisava da inserção dessa pessoa especial para se estravazar em alegria e alto astral. Quando se escreve para quem conhece TiDeza, não é preciso dizer mais nada. Ele é a alegria personalizada. Para os que não o conhecem seria preciso escrever um livro inteiro para terem uma pequena noção do que é esse homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele violão e sua voz, nas noites dos encontros da família, são impagáveis. Quando encontra um parceiro a coisa fica midiática. Se alguém colocar num desses yutubes da vida vai quebrar recordes de acesso. E ele faz naturalmente, sem requisitar platéia nem aguardar aplausos.&lt;br /&gt;Quem realmente foi premiado nessa história toda foi a rede globo. Disseram que mataram o Totó da passione porque o Tony Ramos deu um ultimatum: ou TiDeza ou eu. Viram o resultado, se deu mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas pouco depois do sucesso televisivo do TiDeza e antes do coroamento de sua alegria com o desfile do Natal, tivemos de abraçar e nos solidarizarmos com Duile, Diogo, Nenzinha, Domingos Sávio e Neide. É que dona Mariazinha já não aguentava mais de saudades do sr. Manuel, do padre Cícero, do Zé Lino e da Maria Marta e resolveu ir se encontrar com eles. Ela tinha um padre que a cumulava de carinho, mas não se esquecia do outro padre que partira tão cedo. Verdadeiro herói-mártir dos princípios da História de Ipatinga. Agora é nome de Colégio, mas ainda é muito pouco pelo muito que doou. A vida. Mas o seu ídolo já havia dito há 2.000 anos que o verdadeiro amigo dá sua vida pelo outro. Foi o que ele fez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que nessa queda de braços, ele contava com um aliado super poderoso, o tempo. Foi fatal para a decisão de d. Mariazinha. Além do tempo e do padre Cícero ela tinha do lado de lá a chamá-la a circunspecção do sr. Manuel, a seriedade moleque e respeitosa do Zé Lino e a alegria da Maria Marta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando trabalhei com o Zé Lino, durante um ano, lá na sua coletoria, não entendia a afobação nervosa que o assaltava quando o seu pai, sr. Manuel, chegado desapercebido da fazenda, entrava de súbito no seu local de trabalho. Depois descobri. É que o Zé Lino não abandonava seu cigarro e não concordava em fumar na presença do pai. Respeito filial. E era uma complicação apagar o cigarro antes do sr. Manuel perceber. Queimou a mão diversas vezes. Fechava a mão com o cigarro acesso... como se o sr. Manuel não soubesse que ele fumava. Mas respeito é respeito. Obrigado, Zé lino, por aquele ano de ensinamentos e camaradagem. Nunca tive oportunidade de lhe agradecer. Mas você tembém. Parece irmão do padre Cícero. Foi se aposentar e ir organizar aquela bagunça em que deveria estar as coletorias do outro lado. Sua fama já corria por lá e não lhe deram tempo nem de descansar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Padre Duile perdeu essa queda de braços para o padre Cícero. Mas não foi derrotado. Como você disse, Duile, ela tinha lá um padre para recebê-la. Só que você não disse que ela teve aqui também um padre para lhe indicar o caminho e recomendá-la a todos que estavam envolvidos na sua viagem. Foi a viagem mais tranquila que ela poderia ter tido. A você minha admiração por sua postura como religioso e pessoa. Acredito que de toda aquela chusma que voejou daqui para Pará de Minas e debandou em seguida, você era o único que poderia vingar. Me faz lembrar até daquele sitiante que colocou duas galinhas para chocar duas dúzias de ovos e sáiu um único pintinho. Nós outros somos ovos gorados. E tenho certeza que você sozinho compensou toda a expectativa que havia sobre aquela turma toda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algum tempo antes da viagem de d. Mariazinha foi o sr. Erico que partiu desse vale verdejante. Nada dessa história de vale de lágrimas. Tem gente que procura motivos para chorar. O menino pessimista ganhou uma bicicleta no Natal e só lamentava. Se eu levar um tombo vou ficar todo machucado. E se algum ladrão roubar minha bicicleta? Já o outro menino ganhou uma lata cheia de estrume de cavalo e saiu todo feliz pela rua: que legal! ganhei um cavalo, vocês não viram ele por aí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembranças do sr. Erico sentado no alpendre de sua casa acenando e saudando quem passasse pela rua. Fora fazendeiro para os lados da Onça. Onde criou numerosa família. Depois que todo mundo saiu de casa para a vida e a idade chegou, mudou-se para a cidade com a sua d. Nega. Ficava também mais perto dos filhos. Aliás, eles é que ficavam mais perto. Tinham diminuídas as viagens para vê-los.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, quando o tempo começou a cobrar-lhe o pedágio da vida, eles acorreram em socorro. E assistiram os dois. Agora continuam assistindo a mãe d. Nega. O Hélio, um dos filhos do sr. Erico, também fez parte daquela chusma que pousou em Pará de Minas e depois alçou vôos mais longos pela vida afora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até retrospectivas podem ser parciais. Essa resgatou a lembrança de duas personagens que nos deixaram e não tinham recebido registro nesse blogger. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1762925081285516427?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1762925081285516427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/01/retrosdois.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1762925081285516427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1762925081285516427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2011/01/retrosdois.html' title='RETROSDOIS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-5107061128725258671</id><published>2010-12-31T15:04:00.004-02:00</published><updated>2011-01-07T15:07:06.882-02:00</updated><title type='text'>RETROSPECTIVA/2010</title><content type='html'>Vamos começar de trás pra diante. A partir de 2011, firmei firme compromisso de me cuidar mais ao falar. Andam dizendo que estou muito relaxado ao me expressar. Pois não acreditam que até "eis" estou falando quando me refiro aos outros? A "eles". É uma falta grave. Perdoem-me!... Parece que estou de gozação, mas o assunto é sério. Deixe-me contar-lhes uma istorinha dos idos de 1968.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"In illo tempore" (naqueles tempos), é como se inicia todo evangelho em latim. Mais ou menos como "era uma vez". Pois é, já sem aspas, &lt;em&gt;in illo tempore&lt;/em&gt;, estavamos três mosqueteiros sem mosquetes dando suas cacetadas no Colégio Liberato. Bom nome para um colégio, pois é onde se deve aprender os segredos da liberdade. Mas não é que, correndo da ditadura, nos aparece uma figura estranha, quase uma Dona Quixote. Que vê aqueles três quase imberbes jovens suando no misterioso ofício de ensinar, sem armas, sem traquejo, sem ter a quem apelar, e decreta: Vocês têm que receber preparação adequada e nos remete para BH para estudar. Consegue uma bolsa de estudos no Ministério da Educação, uma não, três. E uma ano depois voltamos diplomados, aptos a exercer a profissão e a assinar como professores. Antes, professores das cidades vizinhas assinavam e nos repassavam os proventos. Coisa que só acontecia no segundo semestre. Até sairem os primeiros pagamentos, quem precisava se socorria do Sr. Ari da Dona Zinha do Sô Nôca. Que vinha todo tranquilo e emprestava o dinheiro para a sobrevivência. Se garantindo com uma simples assinatura. Ainda não tínhamos bigode.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;È aqui a istória. Quando cheguei na sala em que minha turma ia estudar, na saudosa FAFI da dra. Ângela Vaz Leão, do final da &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rua da Bahia, quando ela mudava de nome, logo depois da Contorno, e ouvi meus futuros colegas conversando, ou respondendo aos professores, coloquei a mão na boca. Quanta diferença!... Todos pronunciavam as palavras por completo. Não havia esse horror de "esqueceno, fazeno, vamo, etc.". Tinha que me policiar para não dar vexame. Nos fins de semana em que voltava a Babilonia, todos me olhavam assim meio de esguelha. Não sei se alguém chegou a fazer algum comentário... Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É isso. De 2011 para frente &lt;strong&gt;estarei falando&lt;/strong&gt; com todos os esses e erres. Vejam que nesse caso o gerúndio cumpre sua função de ação continuada no futuro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltando à nossa retrospectiva de marcha a ré, as chuvas estão cumprindo sua missão de molhar, derrubar barrancos principalmente nas estradas e no ribeirão, e deixar todo mundo com uma saudade danada do sol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pouquinho antes das chuvas entoarem sua cantiga nos telhados, Babilonia parou e se movimentou para acompanhar TiDeza. Aquela mania que quase virou gerundismo de se falar Sô TiDeza não me convence. Vamos perdoar o Luciano, que foi ele que começou com esse mau costume, porque ele não deve ter entendido que "ti" é corruptela de "tio". Só no século anterior ao século passado é que se dizia "senhor meu pai", "senhora minha mãe", e por consequência, "senhor meu tio". Mesmo assim, ainda havia esse pronome possessivo "meu" caracterizando a relação. Imaginem se o Luciano dissesse "sô meu TiDeza", não ficava por demais estranho? Então o correto é TiDeza e pronto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi a nossa olimpíada, nosso campeonato mundial. Todos aprenderam a pronunciar Mar-li-é-ria. Há mais tempo, quando Jaguaraçu era Grama, eles tinham um prazer especial em falar "marraégua". Tomaram papudos? Cadê o TiDeza de vocês? Vocês vão fazer um filme. Parabéns! Mas vão ser uns gatos pingados que vão assistir. Quero ver esse filme passar para todo o país e o mundo, que nem o nosso TiDeza. Até o Obama assistiu. E, além do mais, quem fez o roteiro desse filme e conseguiu essa proeza foi a Iole da dona Ana do sr. Juvenal que é de Babilonia. Nem adianta vocês outorgarem a ela o título de cidadâ honorária de Jaguaraçu (uma boa idéia que estou dando de graça para vocês), que ela continua sendo natural de cá. Quero ver mudarem a certidão de nascimento dela!... E tem outra coisa que é até covardia falar, mas vou falar porque é retrospctiva mesmo: Jaguaraçu significa Onça Grande, e como é que Babilonia se chamava? Onça Grande. Então a cidade de vocês não existe. Desaguaram as duas numa cidade só, pelo menos nominalmente. Um abraço e feliz 2011, que somos todos amigos e isso é pura bincadeira com as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos picar essa retrospectiva. Hoje é dia 31 de dezembro. Tenho visitas e preciso dar um pouco de atenção. Já comecei, então acho que nesses próximos dias, vou conseguir continuar. Ainda tem TiDeza.. e depois os outros acontecimentos. Aceito e suplico sugestões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-5107061128725258671?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/5107061128725258671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/12/retrospectiva2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/5107061128725258671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/5107061128725258671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/12/retrospectiva2010.html' title='RETROSPECTIVA/2010'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-3916701476839907248</id><published>2010-10-03T20:00:00.002-03:00</published><updated>2010-10-03T21:01:43.164-03:00</updated><title type='text'>DE CANARIOS, SABIÁ E CHUCHU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ouvi o canto do sabiá. Choroso, como sempre é o canto do sabiá. Porque na verdade ele não canta. Chora. Ou pedindo chuva, ou pedindo para a chuva parar. Sabiá nunca está alegre. É um pássaro triste. Por isso nunca falta aos velórios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ouvi também o canto dos canários. Trinado alegre. Saltitante. Celebrando a vida. Que o canário, ao contrário, nunca está triste. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa despedida eles também compareceram. Seria inconcebível a ausência deles. Tenho certeza que dois deles eu reconheci. Aparecida e Lassalete. Vieram receber D. Zizica da única forma que ela merecia. Com alegria. A mesma alegria que ela sempre irradiou. Não foi à toa que ela morava lá no morro onde o sol nascia. Os raios do sol só chegavam cá em baixo depois de lhe pedirem licença. E vinham trazendo o seu sorriso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes dos canários e do sabiá, à noite, a lua já comparecera trazendo sua homenagem. Dissolvendo a escuridão numa claridade suave e tranquila como a paz. O friozinho da noite aconchegando os corações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que ela e Julito combinaram. Resolveram ir juntos para reunir mais pessoas nessa despedida. D. Zizica sempre adorou festas. Gostava de ver muita gente reunida. Julito sempre apresentava aquele ar sério, parecendo de poucas palavras. Mas quem conviveu com ele sabe que só a cara era séria. No resto era um verdadeiro moleque. A genética não falha. De onde o Maurílio Piloloia tirou tanta molecagem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contaram-me que mantinha uma caprichada horta e não sonegava verduras a ninguém. Mas não deixava de fazer um comentário bem humorado: pode levar as verduras, também você mora sobre uma pedra, não tem como plantar uma horta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E na famosa época de ouro do chuchu, Julito foi um dos maiores compradores no varejo. E a turminha dos vendedores mirins resolveu dar o tombo nele. Chegavam com as sacolas cheias, passavam pela balança e iam colocar o produto na sua caminhonete &lt;em&gt;Studbaker&lt;/em&gt; preta parada na porta. Davam uma voltinha com se tivessem ido apanhar mais chuchus. Voltavam à sorrelfa ou à socapa, ao gosto do leitor, que nem nas receitas "sal a gosto". Retiravam, pelo lado oposto do veículo, a quantidade que conseguissem e chegavam vitoriosos alegando que tinham encontrado mais chuchus. Como chuchu era coisa que não faltava, pensavam eles que o Julito nem perceberia o golpe. Chuchu em Babilonia era tanto que se criou a expressão "pra chuchu" para significar alguma coisa em abundância total. E era tão legal que chuchu virou moça bonita. Chuchuzinho. E essas expressões foram parar nos dicionários. Olhem a nossa força no cenário nacional e internacional no universo dos países de língua portuguesa! Se o chuchu não tivesse fracassado acho que até o inglês iria adotar nosso "pra chuchu" lá no linguajar atravessado deles. Inclusive, isso me leva a crer que houve uma trama da CIA ou do FBI, ou dos dois em conjunto com ajuda da Polinter e da KGB, para acabar com a nossa produção de chuchu. Inveja pura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julito fingia que não percebia nada e tornava a pesar o chuchu já comprado e o comprava de novo. Mas quem colocava o preço no chuchu comprado era ele mesmo. Nisso os meninos espertinhos não punham tento...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora os dois se juntaram à grande colônia babilônica do além para torcer por nós e mandar uma chuvinha caprichada, sem barulhada, sem inundações, sem vulcões nem tornados. Quem sabe agora com a força nova do Julito até o chuchu volte àquela fartura dos tempos dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-3916701476839907248?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/3916701476839907248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/10/de-canarios-sabia-e-chuchu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3916701476839907248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3916701476839907248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/10/de-canarios-sabia-e-chuchu.html' title='DE CANARIOS, SABIÁ E CHUCHU'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-8756738508511074295</id><published>2010-06-07T20:17:00.006-03:00</published><updated>2010-06-09T21:37:07.873-03:00</updated><title type='text'>ROSA, rosinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela enfrentou uma barra. Ela enfrenta uma barra. Antes, estava começando. Duas filhas pequenas e uma para nascer. Enviuvou. Agora, já tem uma família completa. Netos e uma neta que adora e que a adoram. Três bisnetas. Miniaturas das três filhas. Um genro que é o filho que não teve e adoraria ter. Uma filha que enfrenta uma barra parecida com a que enfrentou. Mas a barra agora é só sua. Numa cama de hospital. Com todos ao lado. Uma torcida maior do que a da seleção. Mas quem está em campo é ela. Parece que até o juiz torce por ela. Por enquanto o jogo está empatado. Já houve lances de perigo mas tem rechaçado todos. É daqueles beques da roça que chutam pra qualquer lado. Só não deixa o perigo ficar rondando sua área.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas deixemos que ela jogue o seu jogo. Vejamos lances de partidas anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua casa era meu ponto de apoio na cidade. Até escova de dentes tinha lá de plantão. Morador de periferia, numa época que carro era como ter avião hoje. Depois dos jogos de futebol, ir até minha casa para tomar banho, jantar, era uma perda de tempo incalculável. E onde deixar a bicicleta? Na casa dela. Desde a noite em que fui encontrar minha bicicleta dentro do ribeirão, debaixo da ponte. Artes do Piloloia. Pior que o saci pererê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aquela noite em que fui vítima da maior tempestade, sem nem um guarda chuvinha, fui pra casa vestido com roupas de minha prima. Naquela casa só havia mulheres. E olhem que nem no carnaval nunca me vesti de mulher. Não é preconceito. É falta de jeito mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi na casa dela, num dia dos namorados qualquer, que uma gracinha de menina me falou o que você vai me dar hoje, no dia dos namorados. E eu tinha uma barra do chocolate "diamante negro" no bolso. E foi saque rápido. E até hoje a gente sente o gostinho daquele chocolate. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nas brumas da primeira infância ainda vislumbro aquela cena. Éramos pequenos. Não sei a idade. Só sei que a tia Nazinha tinha de ir ao médico em Acesita. Aí, minha mãe aproveitou a carona para ir também e a tia Rosa foi para cuidar de nós. Parece que o Zacarias também tinha uma consulta. Ficamos na pensão do Leite, enquanto as pacientes foram para o Hospital. De vez em quando a Cor Mariae, hoje Dona Có, tia Có, vovó Có, e eu íamos até um butequinho que havia numa praça próxima, comprar doces, guloseimas. E o cara do buteco era nem mais nem menos o hoje tão famoso tio Criolo, mais conhecido por mosquito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que já estávamos na escola porque nossos papos eram cabeça. Me lembro que começamos a conversar sobre o mundo. A terra redonda. Perdida no espaço. Rodando em volta do sol. Essas coisas... e não é que de repente a Cor lançou a pergunta chave: Mãe, se o mundo arrasar, nós entorna???...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-8756738508511074295?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/8756738508511074295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/06/rosa-rosinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8756738508511074295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8756738508511074295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/06/rosa-rosinha.html' title='ROSA, rosinha'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1950419240702243036</id><published>2010-05-22T19:08:00.004-03:00</published><updated>2010-05-27T23:21:14.286-03:00</updated><title type='text'>SOY LOCO POR TI AMERICA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele estava lá. Sentado ao seu lado. Coração apertado. A mente repassando suas vidas. Voltando ao inicio de tudo. De vez em quando, interrompido por alguém que chega pesaroso para cumprimenta-lo. E mente e coração se fundem. Cada lembrança era uma pedra se deslocando da imensa construção e caindo e calando fundo no coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque o amor é cimento. Mas concreto é diferente. Necessário se fazem outras misturas. A brita da paciência. A areia que se infiltra em toda a massa. É a união, é a amizade. Mas ainda está faltando a estrutura, a coluna vertebral. A ferragem que mantém a rigidez e a durabilidade do casamento é a cumplicidade. Que cúmplice é o que abraça o sonho do outro como se fosse o seu. De tal forma que acaba sendo. Enquanto conseguem sonhar, a união se sustenta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela foi assim. Sempre sonharam juntos. Nunca disse eu disse que não ia dar certo! Sempre arregaçou as mangas e lutou junto com ele. Companheira em todas as ocasiões. Quando teve que trabalhar longe recebeu apoio, compreensão e incentivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora estava tão tranquila como se dormisse. Na verdade, estava dormindo. Porque sua presença será sempre sentida. Vai estar o tempo todo ao alcance da voz. Da voz silenciosa do amor, da lembrança e do confortável sentimento de que fez por ela tudo que podia ser feito. Durante sua doença foi mais do que seu anjo da guarda. Foi sua sombra, noite e dia. Devolveu-lhe toda a compreensão, carinho e apoio que dela recebeu a vida toda. É preciso deixar que ela descanse. A vida continua e ela continua viva em cada filha. Valeu a pena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AV.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1950419240702243036?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1950419240702243036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/05/soy-loco-por-ti-america.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1950419240702243036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1950419240702243036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/05/soy-loco-por-ti-america.html' title='SOY LOCO POR TI AMERICA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-7245488187609231720</id><published>2010-05-07T16:43:00.005-03:00</published><updated>2010-05-07T21:02:32.427-03:00</updated><title type='text'>ETA JURANDIR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S-SozwtzqvI/AAAAAAAAABI/_74gs8YAu3M/s1600/pai+e+jurandir.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468681454738451186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S-SozwtzqvI/AAAAAAAAABI/_74gs8YAu3M/s320/pai+e+jurandir.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora foi o Jurandir que resolveu passar a ver esse mundo de um ângulo mais abrangente. Foram anos de lutas contra o mal que o afligia. De lutas e de vitórias em batalhas dentro de uma guerra em que não temos chance de vencer. Temos que nos contentar com vitórias parciais, mesmo porque lutar é viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheci o professor Jurandir quando o Cartório era numa casa antiga que existia ao lado da casa do tio João, aliás, tio dele e que passou a ser tio de todo mundo. Achava a casa curiosa porque tinha uma varanda imensa em sua parte de trás. A fachada era comum a todas as casas do lugar. Na beirinha da rua, com entrada lateral. Foi nessa casa que morou o Sr. Joaquim de Assis e sua numerosa família. Depois passou a ser propriedade de um seu irmão, o Padre Joaquim, pelo que ouvi dizer. Foi nessa época que o Jurandir morou nela. Depois foi desmanchada e virou a rua que vai dar no almoxarifado da prefeitura. Foi mais uma perda do patrimônio histórico. Acredito que era uma das casas mais antigas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro conjunto gerador de eletricidade da cidade foi instalado nos fundos dessa casa. Havia um portão por onde todos os curiosos entravam para ver o Sr. Homero lidar com o motor a óleo diesel que fazia o gerador, sob protestos, avermelhar as lâmpadas. Que eram lâmpadas demais para tão pequeno gerador. Também ele era manhoso. Só trabalhava se o sr. Homero, já com um braço só, lhe fizesse muitas promessas. Depois foi a vez do Piloloia também briquitar com esse motor. Mas isso são outras histórias...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jurandir era professor de geografia no colégio e escrivão do cartório de registro civil e notas. Ex- seminarista, foi referência em cultura. Havia, na cidade, por sua causa, um dito popular. Quando alguém precisava descobrir alguma informação sobre qualquer assunto, todos lhe diziam, ao serem inquiridos: pergunte ao Jurandir, Jurandir é que sabe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Batemos longos papos sobre literatura, geografia, história, que eram seus e meus pratos preferidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois ele se mudou para uma outra casa, no extremo oposto da praça. Bem na ponta do triângulo. Casa antiga que fora de seu pai, também já destruída. Gente, as casas antigas da antiga Babilonia já foram quase todas para o chão. Salvararam-se 0 sobrado do sr. Juca Pontes e a casa em que morou o Sr. Joaquim Condessa. A que foi do meu avô também já acabou. Tem só um restinho de fachada pedindo sopra, sopra que eu caio. O sobradão é exceção. Teve a sorte de ser adquirido por alguém que ama a cidade e quis presentea-la com uma reforma bem feita. Só que ele é mais novo do que essas casas a que me referi. Mas valeu o trabalho do Antônio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que comprou do Murilo do Sr. Zezinho, verdadeiro João de barro, tantas foram as casas que construiu, essa em que morava atualmente e tinha seu cartório. Foi aí, não faz muito tempo, que ele me mostrou uma série de cadernos em que estava fazendo anotações genealógicas da população da cidade. Disse que conseguira mapear a árvore de sua família até o período da colonização, identificando seus ancestrais até o século dezesseis ou dezessete. Anotações que dariam uma obra de fôlego. Devem dar ainda. Os filhos não vão deixar a peteca cair.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conseguiu publicar ETA BABILONIA no ano passado. Foi muito bom para ele e para todos nós. Trouxe-lhe vitalidade pelo dasafio da empreitada e nos deu um manual histórico de nossa cidade. Com fatos comprovados e informações que estavam a ponto de se perderem nas brumas do tempo. Eta nós!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas diziam que o Jurandir com aquela cara séria de pai de muitos filhos e filho do Sr. Antônio de Assis, era também muito jocoso. Pois não contavam, à socapa, entre seus alunos, para que ele não ficasse sabendo, que quando se casou, ex-seminarista, com toda aquela carga de castidade enrustida, toda vez que percebia os convidados distraidos, durante a cerimônia de seu casamento, e até no banquete que naquele tempo era obrigatório, dava um jeito de se achegar e conchichar com a noiva, sua querida Naná: olha Naná, e logo, hein Naná?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-7245488187609231720?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/7245488187609231720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/05/eta-jurandir.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7245488187609231720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7245488187609231720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/05/eta-jurandir.html' title='ETA JURANDIR'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S-SozwtzqvI/AAAAAAAAABI/_74gs8YAu3M/s72-c/pai+e+jurandir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6052694293089749224</id><published>2010-03-15T21:53:00.003-03:00</published><updated>2010-03-15T22:38:07.666-03:00</updated><title type='text'>FILA PRA TUDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vocês já experimentaram, por exemplo, parar em algum lugar movimentado e fixar a vista em algum ponto distante? Pode ser num prédio, num ponto perdido no espaço ou nalguma aglomeração? Rapidamente vão se juntando outras pessoas perto de você tentando focalizar o que você estaria olhando. É batata! Nunca fiz a experiência mas já me garantiram que é verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a famosa curiosidade, que não é só feminina. É humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas por que isso agora?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses estávamos parados na fila de espera da construção do gasoduto. Como existem coisas irritantes! Meu colega do lado da fila, que essa é uma fila dupla, tripla, quíntupla, comentou que coisa injusta. Esse gasoduto vai favorecer algumas grandes empresas e nós todos temos que pagar o pato. Não dá para entrar na justiça contra esse abuso? Dá, mas quando você tiver uma manifestação da deusa Têmis acho que o gás que vai passar por esses tubos já estará esgotado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que outras considerações me assaltaram o cérebro. Parece que a fila é uma instituição nacional. Aliás, dizem os mais viajados, que do mundo todo. Talvez, em algum paraíso mais bem organizado, não exista fila, ou elas seriam mais organizadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a fila é para organizar a prestação de serviços, por insuficiência organizacional ou quantitativa de prestadores desse serviço, deduzir-se-ia que fila é uma coisa organizada. Mas não é. Não sei se só no nosso querido país, ou se em todo o mundo. Com a palavra os internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o problema é mais em cima, não em baixo. É na cabeça. Ou melhor, na personalidade. Não sei em que parte do corpo fica localizada essa atribuição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É só você parar seu carro na fila direitinho. Atrás do que parou na sua frente que vem um passando pelo acostamento, procurando um espacinho para entrar. E vão entrando na cara de pau. Se você não quiser ser batido que dê espaço. Quando se libera o trânsito é aquela debandada geral. Conclusão. Quem parou no seu lugar, em ordem de chegada, vai ficando para trás. Os avançadores de filas vão pela esquerda e se enfiam na frente das carretas que largaram dentro dos limites que a física lhes proporciona e são obrigadas a parar para não os esmagarem. E os que estão seguindo dentro da organização que a fila proporciona ficam prejudicados no seu direito de avançar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem pode resolver isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As professoras e professores nas gerações que estão chegando agora. Porque os pais não tem essa capacidade. São eles que cometem essa falta de educação e com os filhos dentro dos carros. Quer dizer, não existe exemplo a ser seguido a não ser os maus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o meu neto de cinco anos, aos três já me ensinava. Verde pode passar, vermelho é para parar. E o amarelo? É minha cor preferida, então é para ter cuidado. Mas nem todos os netos também são iguais. Então bola pra frente... mas pode ficar indignado que não dá enfarto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6052694293089749224?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6052694293089749224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/03/fila-pra-tudo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6052694293089749224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6052694293089749224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/03/fila-pra-tudo.html' title='FILA PRA TUDO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-8617408802185001376</id><published>2010-03-05T20:01:00.003-03:00</published><updated>2010-03-05T20:59:57.262-03:00</updated><title type='text'>NANÁ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Só tenho escrito a respeito de pessoas que já tomaram o elevador. Mas preciso fazer pelo menos uma exceção. Preciso falar da Naná.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está aqui, sentada no sofá, vendo novela e vibrando quando há alguma cena movimentada. Tipo briga entre os personagens, correria. Se há beijos ela comenta já começou a beijação. Antes dizia a lambeção. Não sei se alguém a orientou sobre o comentário mais adequado, ou se foi ela mesma que resolveu mudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se ligo o laptop, para ela estou escrevendo. Escreveu muito hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos seus 6/7,54 anos. Explico. Cinquentinha cronológica e seis ou sete mental. Há já um bom tempo que estacionou nessa idade. Isso os médicos já haviam avisado. Mas minha mãe não se conformava. Até atrás de milagres ela chegou a ir. Houve uma sepultura de um padre em Goiabal que começou a minar água. Minha mãe, com toda dificuldade, de carroceria de caminhão levou a Naná para ver se o padre dava um jeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se descobriu se foi algum problema no nascimento, na gestação ou falha em algum cromossamo. Nascia-se em casa, sem a menor assistência médica. Nem havia acompanhamento pré-natal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas coisas a atraem. A não ser as novelas. E quer novela a qualquer hora. Não tem a menor noção do tempo. Se o relógio da sala bate na hora do almoço ela já deduziu que é meio dia. Mas fora desse horário, não tem como. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, durante o JN, foi lavar as vasilhas do jantar que acabamos de comer. Vibrou com o ovo frito que fiz na água. Aprendi a colocar um pouco de vinagre na água para o ovo não agarrar no fundo da frigideira e ela achou o máximo. Mamãe também fritava ovo na água, mas ela não sabia que precisava colocar vinagre. Mas o ovo agarrava? Agarrava não. Sei lá...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem umas frases feitas. Hoje tá fresco, né? Acabou de passar e falar. Gosta muito de falar que o tempo mudou para chuva, tenha sol ou não. Toda manhã quer saber se choveu. Às vezes quer que eu dê conta se alguém está em casa ou não. Se o cachorro late quer saber o porquê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tem algumas convicções. Quero morar nesta casa que meu pai e minha mãe deixaram para mim. Se fica irritada também se esquece da sua escolha e a casa pode cair. Porcaria de vida. E outras coisas menos edificantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim vamos levando a vida. Ela e nós, seus irmãos. As únicas pessoas que restaram para viver com ela e procurar dar-lhe uma qualidade melhor de vida. Para começar já conseguimos fazê-la frequentar a ginástica da terceira idade. Ela que é uma mistura de todas as idades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-8617408802185001376?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/8617408802185001376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/03/nana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8617408802185001376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8617408802185001376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/03/nana.html' title='NANÁ'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-832708327083412609</id><published>2010-02-25T22:37:00.007-03:00</published><updated>2010-02-26T22:36:39.298-03:00</updated><title type='text'>PARA MINHA MAE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S4hz9xrsijI/AAAAAAAAABA/NlRI8qHIjB4/s1600-h/VOVODINA0001.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vendo você assim tão quieta me lembro do quanto você era espoleta. No princípio, por ouvir falar, você não descansava seus pes na máquina de costura. Era o dia inteiro, até altas horas da noite. Hábito já adquirido nos tempos de solteirice. Agora intensificado pela necessidade de ajudar na manutenção da casa. Você tem em mim testemunha sem vício. Lembra-se daquela noite que ficamos juntos, você costurando e eu escrevendo a palavra PENICILINA? Havia pronunciado PELICILINA e você não titubeou. Logo, à noite, enquanto eu estiver costurando, você vai escrever a palavra correta duzentas vezes para não esquecer. Nunca mais esqueci, nem da palavra nem dos olhinhos de nove anos ardendo com a fumaça da lamparina de querosene. Seus olhos não ardiam?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de terminado o curso primário, você bateu o pé. Meus filhos têm de estudar mais. Eu queria tanto estudar e não pude. O pai, já antevendo um ajudante, teve de ceder. Aí veio aquela história de sonhar ter um filho padre. Não sei se era verdade. Você dizia que queria ser freira. Ou apenas conveniência, pois só em seminários era possível, para quem não tinha recursos financeiros, "estudar os filhos".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foram aqueles anos intermináveis de arrumação daquela mala enorme. Conseguir uma forma de me fazer chegar ao destino. A sorte era que a turma era grande e sempre havia alguém que se responsabilizava pela condução dos futuros padres. Vingou só o padre Duile.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anos ainda mais intermináveis para quem, na diminutas férias de quinze dias, se extasiava ao ver as meninas da pacatíssima cidade. Bem que os padres lá do seminário, antes da partida, recomendavam muito cuidado, principalmente com as primas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas você não fez drama quando finalmente isso aconteceu. Seu sonho de dois filhos padres, nessa época já eram dois em seminários, acabou-se. Talvez um. Nenhum. Você agora arregaçou as mangas para que eles não parassem de estudar. Conseguiu mais essa vitória, aos trancos e barrancos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acolheu com o maior carinho aquela que escolhi para lhe darmos suas netas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, veja a compensação, nesta foto. Você com as três, em altos papos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; DISPLAY: block; HEIGHT: 478px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442726324941246466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S4hywXfKUAI/AAAAAAAAAA4/YGDYvVG-ea4/s320/VOVODINA0001.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não virou freira. Não teve filhos padres. Mas conviveu com anjos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foram vários anos de bolinhos fritos. Estouradores. De idas e vindas. De preocupações, de tristezas, mas também de muitas alegrias. Os presentes de aniversários arrumados às pressas. Quase sempre sabonetes, pois sempre os tinha em estoque para uso da casa. E as meninas - vovó só dá sabonetes pra gente. Mas você queria agradá-las. Era o que você tinha assim na mão. Papel de presente também não era problema. Você tinha verdadeira paixão por eles e nunca os jogava fora. Alisava, alisava e guardava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até que, como no Gênesis, apareceu uma cobra. Agora entendi porque a Rachel tem esse pavor inexplicável desse bicho. Meu pai sempre afirmava que aquela picada marcou o início de tudo. A gente nunca concordou com ele. Mas, pensando bem, ele é que convivia mais de perto com você. Olhe eu a chamando de você. Sempre a tratamos de senhora. Eu acho você mais carinhoso. Quem sabe se ele não tinha razão?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você foi murchando como uma folha no outono, antes de voar da árvore para se tornar fonte de vida no chão. Porque são as folhas que caem das árvores que lhes dão alimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve aquela fase de querer voltar para sua infância. Talvez numa tentativa inconsciente de lutar. E meu irmão a levou para ver a sua Serra. Mas você não acreditou. Não é essa a minha Serra. É claro que já não era mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você quis ver o pé de murta que havia na escada da fazenda do seu padrinho Henrique. E o pé de murta também já havia morrido. Acho que ali você teve um lampejo e não quis ou não conseguiu lutar mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ainda teve forças para lutar pelas tampas de suas panelas com outro anjo que apareceu na sua vida. Um anjinho louro enfoguetado que adorava espalhar as tampas pela casa e você partia para a luta - minhas tampas de panelas, não!- Você está se lembrando, pois vejo um sorriso em seu rosto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E veio a queda e a fratura do fêmur. Ou a fratura do fêmur e a queda. Os médicos disseram que pode ter sido essa a ordem dos acontecimentos.E você não andou mais. Virou o nosso bebê. Que nunca chorou de noite. Que nunca deu o menor trabalho. Aguardava tudo com a maior paciência. Já não falava. Balbuciava, às vezes, alguns sons que não conseguíamos decifrar. Só movimentava os braços, apanhando alguma coisa no ar. Estaria conversando com seres do mundo em que estava prestes a ingressar? Os olhos abriam e fechavam sem expressar nenhum sentimento. Nem dor, nem alegria. Você parecia uma dessas bonecas modernas que mesmo sendo modernas não deixam de ser bonecas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pena porque apareceram mais bisnetos. Um, por ver você sempre deitada, dizia que você era a bisa que dorme. Mas os bisnetos que você não conheceu é como se não os tivesse perdido, esse é o consolo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora eu fico olhando você assim tão séria, tão quietinha e pensando que lá fora, na madrugada fresquinha tão diferente dos dias desse verão, na imensidão azul, só podia ser azul, do universo, aquela estrelinha nova brilhando na constelação do Cruzeiro do sul está a nos acenar que ainda há esperança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua bênção, minha mãe!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-832708327083412609?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/832708327083412609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/para-minha-mae.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/832708327083412609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/832708327083412609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/para-minha-mae.html' title='PARA MINHA MAE'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/S4hywXfKUAI/AAAAAAAAAA4/YGDYvVG-ea4/s72-c/VOVODINA0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-749461352279278517</id><published>2010-02-25T21:11:00.001-03:00</published><updated>2010-02-25T22:26:37.217-03:00</updated><title type='text'>DO RAFAEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje quero celebrar a vida. E a vida não tem princípio nem fim. É um círculo. Esse é o símbolo mais perfeito. Onde o círculo começa e onde ele termina? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há momentos em que o traçado se torna mais grosso. Como se o lápis ou o pincel empunhado pelo autor da vida tivesse deixado sair mais tinta que o normal. É quando a vida assume características especiais. Reveste-se de matéria que nada mais é do que uma das manifestações da energia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E todos os círculos se interagem. Às vezes se sobrepoem. São os círculos familiares. E os traçados mais fortes vão coincidir em algum momento, por algum lapso de tempo. É o período em que pais, filhos e demais círculos convivem materialmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael veio e tinha uma missão árdua. Cumpriu-a. A dificuldade da missão não se mede pela duração do traçado. Talvez pela sua intensidade. Mas nenhum círculo é autônomo. Depende dos que estão acima, abaixo e ao lado. É preciso que esses traçados que o circundam e sobrepõem sejam suficientemente fortes para dar-lhe condições de executar sua missão. Caso contrário essa missão é abortada e fica para acontecer em outra ocasião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem sabe quantas vezes Rafael tentara e não encontrara círculos capazes de lhe dar sustentação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, aconteceu. Muitos sofreram por ele e com ele. Mas uma imagem poética muito antiga dizia que o sofrimento é como o processo utilizado pelos garimpeiros. Eles colocam o mercúrio no cadinho junto com o ouro impuro e os submetem a fogo intenso. Esse calor provoca o derretimento da mistura e a separação do ouro puro da borra que adere ao mercúrio. O sofrimento quando passa traz esse brilho do ouro puro.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-749461352279278517?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/749461352279278517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/do-rafael-e-d-dina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/749461352279278517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/749461352279278517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/do-rafael-e-d-dina.html' title='DO RAFAEL'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2878097539864292144</id><published>2010-02-13T23:14:00.002-02:00</published><updated>2010-02-13T23:31:53.854-02:00</updated><title type='text'>CARNAVAL DE NOVO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O carnaval chegou outra vez. Me lembrando que esse blog está completando um ano de idade carnavalesca. Aniversário civil será no dia 23. Então sopraremos a primeira velinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, agora estou em Ipatinga. Me preparando para ir, amanhã, de novo para Babilonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na tv, o desfile da Águia de Ouro de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram algumas postagens sem o menor comprometemento de regularidade e de assunto. Apareceram os seguidores. Vinte e oito. Mais ou menos o número de textos publicados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradeço a todos vocês a paciência e o incentivo. Acho que vou tentar emendar mais um ano de escrevinhação. Também não sei fazer outra coisa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o número de seguidores começar a diminuir, então será o acendimento da luzinha vermelha do desconfiômetro e tirarei meu espaço de campo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, Feliz carnaval! Com alegria e responsabilidade. Lembrando que álcool não se mistura com direção e que o importante é que muitos outros carnavais ainda virão. Este não é o último. Então reserveum pouco de você para os próximos carnavais. Não se acabe nesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2878097539864292144?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2878097539864292144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/carnaval-de-novo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2878097539864292144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2878097539864292144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/carnaval-de-novo.html' title='CARNAVAL DE NOVO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6165335090891062123</id><published>2010-02-08T16:16:00.003-02:00</published><updated>2010-02-08T21:49:44.411-02:00</updated><title type='text'>TRÊS XÍCARAS DE CHÁ  IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos acelerar essa história. Acho uma besteira esse negócio de estabelecer diferença entre história e estória. A própria História não está eivada de estórias? Pois é...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas comecei a falar desse assunto achando que num texto só chegava onde queria. Esse já é o quarto e nem sei se acaba hoje. Também se fosse direto ao ponto, ia ficar todo mundo no ar. Tive mesmo que fazer toda essa introdução.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veio o inverno e Mortenson voltou para seu país. Arrumou um emprego de enfermeiro e começou a procurar patrocinadores para cumprir sua promessa. Começou a escrever numa velha máquina muito pequena para suas mãos, alugada por 1 dolar por hora. Depois de 5 horas só havia datilografado 4 cartas. Colocou-as no correio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Planejou escrever para todos os senadores do país, artistas, estrelas de cinema, cantores de música pop. Copiava os endereços em revistas que traziam a lista dos cidadãos mais ricos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendeu a usar o computador e achou muito mais fácil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por meio de sua mãe que era diretora de uma escola elementar em Westside, conseguiu autorização para fazer uma palestra, com apresentação de slides, para seiscentas crianças de sua escola. Um mês depois recebeu uma carta com um cheque de 623,45 dólares que as ciranças conseguiram numa campanha intitulada "centavos para o Paquistão". Elas encheram duas latas de lixo de 40 litros com 62.345 moedas de 1 centavo. Foi o primeiro passo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, depois de idas e vindas, conseguiu o patrocínio de um milionário proprietário de uma indústria de semicondutores. Dr. Jean Hoerni fora alpinista na juventude e conhecia toda aquela região e tentara escalar o Everest uma dúzia de vezes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntou-lhe de quanto precisava e Mortenson lhe disse que fizera uma pesquisa e acreditava que com doze mil dolares conseguiria construir a escola. Então o Hoerni lhe mandou um cheque de 12.000 dolares com um bilhete: &lt;em&gt;Me mande uma foto da escola pronta e não me sacaneie. Cordialmente, J. H.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, resumidamente, Mortenson voltou para lá depois de vender tudo que podia, incluindo o carrão velho para conseguir dinheiro para suas despesas e as passagens. Depois de várias peripécias, muita confusão para conseguir comprar o material e levá-lo até aquela altitude, etc. iniciaram a obra da escola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mortenson tentava ser um mestre de obras severo. Passava o dia inteiro no canteiro de obra, do nascer ao pôr do sol, usando o prumo para certificar-se de que as paredes estivessem retas e o nivelador de chumbo para checar se estavam alinhadas. Tinha sempre um bloco de anotações na mão, e controlava todos, ansioso para fazer valer cada rúpia investida. Ele não queria decepcionar Jean Hoerni, então cobrava pesado deles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma tarde, no começo de agosto, Haji Ali tocou o ombro de Mortenson e chamou-o para dar uma volta. O ancião conduziu o ex-alpinista morro acima por uma hora. Mortenson achou que estavam perdendo um tempo precioso, quando Haji Ali parou sobre uma laje estreita bem acima da aldeia. Mortenson estava de língua de fora, só de pensar em tudo o que estava deixando de acompanhar desde que saíra da obra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haji Ali esperou até Mortenson recuperar o fôlego, então lhe pediu que olhasse para a paisagem. O ar estava cristalino de uma forma que só a altitude consegue deixar. Além de Korphe K2, os picos de gelo do interior do Karakoran erguiam-se, sucessivos, contra um profundo céu azul. Trezentos metros abaixo, Korphe, verdejante entre plantações de cevada madura, parecia pequena e vulnerável, uma jangada viva à deriva sobre um mar de pedra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haji Ali estendeu o braço, colocando a mão sobre o ombro de Mortenson.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Estas montanhas estão aqui há muito tempo, disse ele. E nós também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele tocou o &lt;em&gt;topi&lt;/em&gt; de pele de carneiro marrom-escuro, o único símbolo de autoridade que o &lt;em&gt;murmadhar&lt;/em&gt; de Korphe usava, e ajustou-o no alto da cabeça grisalha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Você não pode dizer às montanhas o que fazer, disse ele, com um ar grave que traspassava Mortenson tanto quanto a vista que tinha do alto. - Você deve aprender a ouvi-las. Então agora estou lhe pedindo que me ouça. Pela glória de Alá, o Todo-Poderoso, você já fez muito pelo meu povo, e nós lhe agradecemos. Mas agora você precisa fazer uma coisa a mais por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Qualquer coisa, respondeu Mortenson.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Sente-se. E fique de boca fechada, disse Haji Ali. Você está deixando todo mundo doido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele estendeu o braço e pegou seu nivelador de chumbo, seu prumo, seu caderno de anotações e desceram em direção a Korphe. Ele pegou a chave que mantinha pendurada numa tira de couro em volta do pescoço, abriu uma portinhola de madeira decorada com imagens budistas apagadas. Trancou as coisas de Mortenson lá dentro, com um pouco de carne seca de íbex, seu colar de contas de oração, e seu velho mosquete inglês. Então pediu a sakina, sua mulher, para lhes trazer chá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando as tigelas de porcelana com chá amanteigado escaldante chegaram às suas mãos, Haji Ali tornou a falar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Se você quer sobreviver no Baltistão, deverá respeitar o nosso modo de vida. Na primeira vez em que toma chá com um balti, você é um estranho. Na segunda vez, um convidado de honra. Na terceira, você já faz parte da família, e, pela família, fazemos qualquer coisa, até morrer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele colocou a mão amistosamente sobre a de Mortenson.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Doutor Greg, você precisa de tempo para compartilhar três xícaras de chá. Podemos não ter educação. Mas não somos estúpidos. Vivemos e sobrevivemos neste lugar há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Naquele dia, Haji Ali me ensinou a lição mais importante que eu aprendi na vida, diz Mortenson. Nós, norte-americanos, pensamos que temos que realizar tudo rapidamente. Somos o país dos almoços de trinta minutos, e dos dois minutos de exercícios de futebol. Nossos líderes pensaram que a campanha de "choque e horror" poria fim à guerra no Iraque, antes mesmo de ela começar. Haji Ali me ensinou a compartilhar três xícaras de chá para diminuir o passo, e fazer com que a construção de relacionamentos fosse tão importante quanto a realização de projetos. Ele me ensinou que eu tinha mais a aprender com as pessoas com quem trabalho do que eu poderia esperar ensinar a elas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Era isso que eu queria compartilhar com vocês). O livro continua, nem vou ter a pretensão de escrevê-lo todo aqui. Mas só para dar uma palhinha, o tal milionário acabou morrendo de uma doença rara, mas antes criou o " Instituto da Ásia Central". Fez um depósito de um milhão de dólares na conta dessa instituição e nomeou Mortenson seu Diretor, com um salário de vinte mil e tantos dólares anuais e a incumbência de construir mais cinquenta e cinco escolas naquela região.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando acabar de ler o livro, se achar mais alguma coisa interessante, solt0-a aqui. Combinado? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6165335090891062123?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6165335090891062123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-iv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6165335090891062123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6165335090891062123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-iv.html' title='TRÊS XÍCARAS DE CHÁ  IV'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2310843196483372017</id><published>2010-02-07T21:29:00.003-02:00</published><updated>2010-02-07T22:32:41.431-02:00</updated><title type='text'>TRÊS XÍCARAS DE CHÁ   III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mortenson passou a acreditar que não teria como retribuir a acolhida que recebera de seus anfitriões em Korphe, mas determinou-se a tentar. Começou a dar todos os seus pertences. Pequenos objetos úteis como garrafas térmicas e lampiões eram eram inestimáveis para os &lt;em&gt;baltis&lt;/em&gt;, que caminhavam longas distâncias para pastorear seus animais durante o verão, e distribuiu-os entre os membros da extensa família de Haji Ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas foram os suprimentos que levara no kit médico da espedição, além de sua experiência como enfermeiro de traumatologia, os itens mais valiosos. Todos os dias, à medida que se recuperava, passava cada vez mais horas escalando as íngremes passagens entre as casas de Korphe, fazendo o possível para atendê-los no que precisavam. Com tubos de pomada antibiótica, tratou feridas abertas, lancetou e drenou ferimentos infeccionados. Aonde fosse, em todos os lares, via olhares implorando por auxílio, e baltis mais velhos que sofriam em silêncio há longos anos. A notícia sobre seu atendimento se espalhou, e os doentes que viviam nas redondezas de Korphe começaram a enviar parentes para buscar o "Dr. Greg", como ele passou a ser conhecido a partir de então no norte do Paquistão, não importava quantas vezes tentasse lhes dizer que era apenas enfermeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frequentemente, durante sua permanência em Korphe, sentiu a presença de sua irmã caçula Christa, especialmente quando estava com as crianças da aldeia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo na vida deles era com sacrifício, lembrando-lhe o modo como Christa penava para fazer as coisas mais simples. E também como ela perseverava, não importasse que dificuldade a vida lhe apresentasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidiu que quando chegasse a Islamabab, usaria todo o dinheiro que pudesse para comprar livros didáticos para serem usados na escola ou outro material escolar. Antes de dormir, deitado junto à fogueira disse a Haji Ali que queria visitar a escola de Korphe, e insistiu mesmo depois de perceber o olhar evasivo do homem. Finalmente, o chefe concordou em levá-lo à primeira hora, na manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do café da manhã, Haji Ali conduziu Mortenson por uma escarpa até uma extensa laje a 250 metros acima do Braldu. A vista era esplêndida, com as geleiras gigantescas do alto Baltoro contra o azul muito acima das paredes rochosas e cinzentas de Korphe. Mas Mortenson não estava admirando a paisagem. Ele estava estupefacto ao ver 82 crianças, 78 meninos e quatro meninas que tiveram a coragem de acompanhá-los, ajoelhados no chão gelado, a céu aberto. Haji Ali, evitando encarar Mortenson, disse que a aldeia não possuia uma escola, e que o governo paquistanês não lhes mandara um professor. O salário de um professor era de um dólar ao dia, ele explicou, que era mais que a aldeia poderia pagar. Então, dividiam um professor com a aldeia vizinha de Munjung que lecionava em Korphe três dias por semana. Durante o restante do tempo, as crianças faziam sozinhas as lições que lhes eram passadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mortenson observou, com o coração na boca, os alunos atentos começarem seu "dia escolar" cantando o hino nacional do Paquistão. &lt;em&gt;Abençoada seja a terra sagrada. Feliz o reino da abundância, símbolo das altas esferas, a terra do Paquistão,&lt;/em&gt; eles entoavam com doce inocência, com a fumaça saindo de seus hálitos, sinalizando a proximidade do inverno. Viu a neta de Haji Ali de 7 anos, Jahan, alta e imponente, usando um véu sobre a cabeça, enquanto cantava. &lt;em&gt;Que a nação, o país e o estado brilhem em perpétua glória. O crescente e a estrela desta flâmula conduzam o caminho para o progresso e a perfeição.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando entoaram a última nota do hino, as crianças se sentaram em círculo e começaram a copiar as tabuadas de multiplicação. A maioria escrevia no chão com gravetos que haviam trazido. As mais "afortunadas", como Jahan, tinham tabuletas de madeira, nas quais escreviam com varetas com a ponta umedecida com lama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia neles uma vontade de aprender tão grande, apesar de todas as dificuldades, que se lembrou de Christa e pensou que tinha que fazer alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o quê? Tinha dinheiro suficiente apenas para viajar de jipe e ônibus de volta a Islamabab e pegar o avião para casa, se comesse pouco e ficasse nas hospedarias mais baratas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Califórnia, ele somente poderia esperar por trabalhos esporádicos de enfermagem, e a maior parte de seus bens cabia no porta-malas do seu buik borgonha, bebedor de gasolina que era o que poderia chamar de lar, o "La Bamba". Ainda assim, deveria haver algo que pudesse fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao lado de Haji Ali, num ponto alto do vale, com uma visão cristalina das montanhas que fizeram com que cruzasse a metade do mundo para escalar o K2, todo o propósito de colocar um colar de Christa no alto, de repente, perdera o sentido. Havia algo muito mais significativo que poderia fazer para homenagear a memória de sua irmã. Colocou as mãos sobre os ombros de Haji Ali, um gesto que o ancião fizera tantas vezes desde que tomaram sua primeira xícara de chá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Vou construir uma escola para vocês, disse ele, ainda sem perceber que, com estas palavras, o rumo de sua vida acabara de mudar definitivamente de direção, tomando um caminho muito mais serpenteado e árduo do que as trilhas que tomara desde que descera do K2.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Eu vou construir uma escola, disse Mortenso. Prometo que vou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(continua).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2310843196483372017?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2310843196483372017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2310843196483372017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2310843196483372017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-iii.html' title='TRÊS XÍCARAS DE CHÁ   III'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1348731103948690158</id><published>2010-02-05T22:27:00.002-02:00</published><updated>2010-02-05T23:24:11.275-02:00</updated><title type='text'>TRÊS XÍCARAS DE CHÁ  II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É que, de repente, Mortenson se lembrou que seu plano de conquistar o K2 nada mais era do que a vontade de fazer uma homenagem à sua irmã Christa, doze anos mais nova do que ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando ela tinha 3 anos, viviam na Tanzânia, onde seus pais, nascidos no Minnesota, trabalhavam como professores e missionários luteranos. Christa contraiu meningite aguda e nunca  se recuperou totalmente. Greg, então com 15 anos, se autodeterminou seu guadião. Embora ela se esforçasse para fazer coisas simples - vestir-se de manhã tomava quase uma hora - e sofresse fortes ataques epilépticos, Greg pressionou sua mãe, Jerene, para permitir que ela tivesse um pouco de independência. Ele ajudou Christa a conseguir um emprego em trabalhos manuais, ensinou-lhe o trajeto dos ônibus públicos, para que ele pudesse ir aonde quisesse e, para vergonha de sua mãe, discutiu detalhes sobre controle de natalidade, quando descobriu que ela estava namorando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os anos, servindo como médico e comandante de pelotão do exército norte-americano na Alemanha, trabalhando como enfermeiro em Dakota do Sul, estudando neurofisiologia da epilepsia numa faculdade em Indiana, na esperança de descobrir uma cura para Christa, ou vivendo como alpinista sem-teto num carro em Berkeley, Califórnia, Mortenson insistia que a irmã viesse visitá-lo durante um mês ao ano. Juntos iam assistir a espetáculos que muito a alegravam. Iam às 500 Milhas de Indianápolis, ao Kentucky Derby, iam de carro à Disneylândia, e ele conduziu-a através da estrutura arquitetônica de sua catedral pessoal naquela época, as paredes de granito do Parque Nacional de Yosemite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o vigésimo terceiro aniversário, Christa e a mãe planejaram uma peregrinação do Minnesota aos campos de trigo em Deyersville, Iowa, onde o filme a que Christa assistira inúmeras vezes, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O campo dos sonhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, fora filmado. Mas, no dia do seu aniversário, nas horas que antecederam à partida pela manhã, Christa morreu, depois de sofrer uma forte convulsão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a morte de Christa, Mortenson pegou um colar de contas de âmbar entre os poucos pertences guardados da irmã. Ainda tinha o cheiro da fogueira que acenderam na última vez em que viera visitá-lo na Califórnia. Ele trouxera o colar para o Paquistão envolto em uma bandeira tibetana de oração, com um plano para honrar a memória da irmã caçula. Mortenson era alpinista e decidira prestar a homenagem mais significativa para ele. Iria escalar o K2, o cume que a maioria dos alpinistas considera o mais difícil de alcançar, e deixar o colar de Christa a 8.611 metros de altitude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como fracassara em seu intuito, de repente, resolveu voltar para aquela aldeia desconhecida que o socorrera e descobrir o que poderia fazer por eles como prova de sua gratidão e para homenagear sua irmã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir da casa de Haji Ali, o chefe da aldeia, Mortenson criou uma rotina. Todas as manhãs e tardes circulava por Korphe, sempre acompanhado pelas crianças que o puxavam pelas mãos. Ele viu como esse pequeno oásis verde em meio ao deserto rochoso e empoeirado sobrevivia, graças ao trabalho dedicado, e admirou as centenas de canais de irrigação, feitos manualmente, mantidos pela aldeia, que distribuiam a água das geleiras, regando os campos e pomares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fora do Baltoro, fora do perigo, percebeu quão precária havia sido a sua sobrevivência, e como estava enfraquecido. Mal conseguia descer o caminho que leva até o rio e ali, na água gelada, quando tirou a camisa para lavá-la, ficou chocado com a sua aparência:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Meus braços pareciam palitos de dentes, pareciam ser de outra pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arrastando-se de volta até a aldeia, sentia-se trêmulo como os anciôes que ficavam sentados por longas horas sob os damasqueiros de Korphe, fumando e mascando sementes de damasco. Depois de uma hora ou duas por dia perambulando, sucambiu à exaustão, e voltou a olhar para o céu, deitado em seu ninho de almofadas junto à lareira de Haji Ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(continua). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1348731103948690158?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1348731103948690158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1348731103948690158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1348731103948690158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha-ii.html' title='TRÊS XÍCARAS DE CHÁ  II'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2244673689582124146</id><published>2010-02-01T20:53:00.002-02:00</published><updated>2010-02-01T22:43:53.475-02:00</updated><title type='text'>TRÊS XÍCARAS DE CHÁ.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou lendo "a terceira xícara de chá" de Greg Mortenson e David Oliver Relin. Este último é um jornalista que narrou, neste livro, a história do homem que combateu o terror com escolas e livros no Afeganistão e no Paquistão, Greg Mortenson.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mortenson era um alpinista norte-americano que, em 1993, se extraviou da comitiva de carregadores e guias levada por ele e outro alpinista, Scott Darsney, para tentarem escalar o K2, a segunda mais alta montanha do planeta e considerada pela maioria dos alpinistas como a mais difícil de ser escalada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haviam fracassado na tentativa. Na descida ele foi se afastando dos outros e se perdeu na geleira chamada Baltoro que mais se parecia um labirinto do que uma trilha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passou a noite sozinho na montanha  gelada, tendo apenas um cobertor de lã fina do exército paquistanês, um cantil vazio e uma barra de cereal. Todos seus outros acessórios, saco de dormir forrado de plumas, roupas quentes, tenda, fogão, comida, até o lampião e os fósforos estavam na mochila que um dos carregadores transportava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No manhã seguinte, com a claridade, perambulou metade do dia até encontrar o carregador que também se afastara da comitiva no intuito de encontrá-lo. Caminharam, como puderam, por mais sete dias para alcançarem a aldeia natal desse seu anjo da guarda de nome Mouzafer. A aldeia se chamava Askole. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Normalmente, à tarde, Mouzafer andava mais rápido para preparar o acampamento e o jantar, enquanto Mortenson ia mais devagar parando para descansar com frequência. À noite, a fumaça da fogueira de Mouzafer o guiava até chegar ao local de dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que no sétimo dia, quando Mortensom avistou as primeiras árvores, cinco álamos curvados pelo vento,  como o aceno de uma mão acolhedora, extasiado, contemplando o aspecto verdejante das árvores, não viu a trilha principal que se bifurcava até o rio e ele se perdeu pela segunda vez. Deveria ter atravessado o rio para seguir para deu destino, Askole, que ficava a treze quilômetros ao norte. Em vez disso, continuou na trilha que margeava o sul do rio, seguindo em direção às árvores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumindo, acabou chegando numa outra aldeia de que ele nunca ouvira falar e que também nunca vira um estrangeiro, Korphe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Korphe, foi  recebido e acolhido e quando perguntou por Mouzafer é que perceberam o engano. Mas não o deixaram sair porque se gastaria mais um dia para chegar lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele acabou ficando nesta aldeia até se recuperar fisicamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final do dia seguinte ao de sua chegada ouviu uma grande gritaria e foi, com a maioria dos moradores, até o penhasco sobre o rio Braldu, quando viu um homem pendurado sobre uma caixa suspensa por um cabo de aço estendido a 60 metros acima da água. Cruzar o rio dessa maneira diminuia meio dia de caminhada, mas uma queda seria fatal. Quando o homem chegou ao meio do desfiladeiro, Mortensom reconheceu Mouzafer, e viu que ele estava enfiado no pequeno cesto, feito de restos de tábuas, em cima de uma mochila de 40 quilos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reencontrou Darsney e foram de jipe até Skardu onde havia um alojamento de alpinistas chamado K 2 Motel. Mas Mortenson sentiu que alguma coisa o chamava de volta  a Korphe, e retornou assim que conseguiu uma carona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;( Esse relato vai continuar porque a mensagem que essa história vai repassar ainda demora um pouco).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2244673689582124146?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2244673689582124146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2244673689582124146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2244673689582124146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/02/tres-xicaras-de-cha.html' title='TRÊS XÍCARAS DE CHÁ.'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-226734547381162874</id><published>2010-01-25T18:42:00.005-02:00</published><updated>2010-01-25T19:24:35.533-02:00</updated><title type='text'>VALE REAL E RIO MARLI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De vez em quando, muito de vez em quando, por sinal, alguem ao me encontrar diz que gostou de tal e tal coisa que apareceu escrita aqui. Então, simploriamente, pergunto porque não postou um comentario que me daria muito prazer de ler. Afinal esse blog não é de mão única. Então me respondem que não conseguem. Resolvi experimentar. Achei meio estranho. Parecia que o micro travava. Mas consegui postar um, aliás dois comentários sobre o comentário. Confiram. É que tem um tal de perfil para selecionar. Mas optando pela conta do google a coisa funcionou. Pois é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso foi só um parentesis. Domingo passado, que foi ontem, fui ver um embate futebolístico, como diriam os puristas da língua, entre o time profissional de futebol da cidade de Itabira, o Valério, versus a seleção de Marliéria, minha terra babilônica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra começar, descobri que o time de minha terra natal agora se denomina REAL MARLI. Vejam que a troca de duas letras traz uma evocação muito forte em se tratando desse esporte. Na verdade, troca-se apenas uma letra. O R é deslocado de sua posição inicial. É recuado como se recebesse a missão de armar um esquema de retranca. E o D é substituido pelo polivalente L. Para atuar com &lt;em&gt;Li&lt;/em&gt;berdade, &lt;em&gt;Li&lt;/em&gt;geireza, &lt;em&gt;li&lt;/em&gt;gando a defesa ao ataque, como dizem nossos consagrados e não menos comptetentes comentaristas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não houve estratégia linguística que desse jeito. o RIO do VALE não tomou conhecimento de tanta sofisticação. No início houve um embolamento natural para tão exuberantes atletas em tão exíguo espaço físico. Mas assim que conseguiram calibrar os passes, diminuir a força e se adequarem ao tamanho do campo, impuseram sua superioridade atlética e técnica. Sem esforço construiram um placar, mesmo porque o estádio não tem placar, virtual de 8 a 1. Se tivessem combinado antes da partida que o mais fraco teria seus gols multiplicados por dez (10), poderiamos agora nos vangloriarmos de ter vencido um time profissional que disputa a série B do campeonato Mineiro, por exatos 10 a 8 (dez a oito). Vejam como é importante um ajustamento prévio. É por isso que se aconselha que ninguém deve assinar um contrato sem consultar seu advogado. Se tivessem me consultado... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-226734547381162874?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/226734547381162874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/01/vale-real-e-rio-marli.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/226734547381162874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/226734547381162874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/01/vale-real-e-rio-marli.html' title='VALE REAL E RIO MARLI'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-7954438896695973243</id><published>2010-01-02T16:03:00.003-02:00</published><updated>2010-01-02T17:28:50.879-02:00</updated><title type='text'>NO ANO NOVO</title><content type='html'>Estou de bobeira acompanhando a copinha da cidade de São Paulo. Pela internet. Que anunciaram no jornal transmissão pela tv paga. PFC só jogos antigos. SportTV 2 também não sabe de nada. São as que tenho. Aí, na internet uma boa notícia. Até agora 5 X 0 num tal de S. José de Porto Alegre.Já dá para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ano começou brabo. Parecia que estava profetizando na última postagem. Aí, o ser humano tanto provocou que a natureza deu o troco. Deslizamentos de terra fazem vítimas por todo lado. Parece que a beleza natural foi feita só para ser admirada. Contemplada. Não é para ser possuída. Porque o homem quando se apropria de alguma riqueza natural, via de regra, se torna egoista. É só dele. Os outros só poderão usufruir se pagarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto ainda restam o ar e o sol, também a lua que nenhum homem conseguiu aprisionar para vender aos seus semelhantes. Por enquanto. O ar ele não pode registrar ainda como propriedade particular, por isso o empesteou com todo tipo de poluição. O sol, de certa forma, ele o nega aos outros. Vejam vocês. Você mora durante vinte, trinta anos com o sol nascente lhe dando bom dia em sua janela. A lua lhe dando boa noite. De repente, surge como assombração um espigão enorme à sua direita ou à sua esquerda lhe dizendo de agora em diante nada de sol ou lua. Se você conseguiu um dispositivo para aquecer sua água de banho com a energia do astro rei, achando que estava contribuindo com a coletividade humana. Gastando menos energia elétrica, sobrando mais para todo mundo. Diminuindo o perigo de apagões. Mas não. Bobeira sua. Quem é mais esperto ergue na sua cara um muro que tira sua visão, sua brisa no verão. torna ineficiente seu investimento e pode espernear que não adianta. Não existe lei que proiba o mais esperto passar a perna no seu semelhante. A gente projeta uma lojinha e pode ocupar o lote todo. Depois a lojinha vira garagem. A prefeitura com letra minúscula aprova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem que até Deus com maiúscula vira deus e vai ser vendido em prestações. Aliás, já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até me esqueci do jogo. Nem vou parar paara ver como ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente vê também quem se preocupa com seu semelhante. E age para ajudar. Esse restinho de humano que existe em muitas pessoas é que nos dá esperança. Quem sabe os espertos um dia vão entender que não adianta querer tudo. Açambarcar tudo é bobagem. A natureza é de todos, assim como a praça é do povo e o espaço é do condor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-7954438896695973243?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/7954438896695973243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/01/no-ano-novo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7954438896695973243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7954438896695973243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2010/01/no-ano-novo.html' title='NO ANO NOVO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6050880875263460717</id><published>2009-12-30T22:04:00.002-02:00</published><updated>2009-12-30T22:55:29.187-02:00</updated><title type='text'>NO ANO QUE VEM...</title><content type='html'>Ainda outro dia nos preparávamos para o final do século XX e início do século XXI. Lembram-se do bafafá que foi o tal de bug do milênio. Empresas gastaram os tubos para reprogramar os computadores. Além dos boatos do fim do mundo. Em que só os mais néscios ainda acreditam. Dizem agora que será em 2012. Com licença dos atleticanos, está parecendo o próximo título do galo. Só que nesse pelo menos eles acreditam.&lt;br /&gt;E já emplacamos quase um decêndio do novo século. Só que essa estória do fim do mundo está ganhando ares de seriedade. E tudo por culpa de uma espécie que habita esse planeta. Que se elegeram reis da criação e sempre foram os reis da destruição. Certa feita cheguei até a pensar que nossa espécie humana não seria originária da terra. Pois todas as outras formas de vida formam uma cadeia alimentar e fazem existir um equilíbrio perfeito na natureza.&lt;br /&gt;Só o homo sapiens age estupidamente, destruindo tudo por conta de uma ganância acumulativa. Geração de riqueza. Com a desculpa de que a riqueza traz felicidade. Ou cinicamente porque a riqueza  vai trazer bem estar a todos. A todos que ficam ricos explorando a mão de obra dos outros.&lt;br /&gt;Igualzinho a posse da terra. Quem chegou primeiro ficou com tudo que pode pegar. Aliás, não foi nem quem chegou primeiro. Foi quem tinha a força ou a falta de escrúpulos. Porque os primeiros&lt;br /&gt; já estavam aqui. E agora para demarcarem umas áreas bem longe de onde estavam  é esse espicha-encolhe sem fim. Pra que tanta terra pra índio. Índio é preguiçoso. Não era. Ficou por culpa de quem queria suas terras, suas mulheres, seus minérios, sua alma.&lt;br /&gt;Mas abandonei minha mal formulada tese da alienigeneidade do homem. Talvez à procura de mais argumentos. Pode ter sido apenas aquela estorinha da maçã no paraíso. Que os mais afobadinhos pensam logo que foi sexo. Cambada de bobos. Como é que iriam se reproduzir então? A maçã representa a conquista da razão. O raciocínio. A personalidade. O diabo mesmo teria dito a Eva vocês serão iguias a deus. E deus transa? com quem? Então, pode ser que o homem tenha tido sua origem aqui mesmo. E com a aquisição da razão se arvorou em senhor de tudo e saiu chutando o balde.&lt;br /&gt;E agora, José. O clima desandou. A camada de ozônio furou. O calor aumentou. O ártico descongelou. O mar vai se levantar e o sertão vai virar mar e o mar vai continuar a ser mar mesmo. Isso se não escolherem maneira mais rápida de acaber com tudo.&lt;br /&gt;Mas enquanto isso não acontece, que esse ano de dois mil e dez seja melhor ao menos um pouquinho do que o moribundo dois mil e nove.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6050880875263460717?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6050880875263460717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/12/no-ano-que-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6050880875263460717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6050880875263460717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/12/no-ano-que-vem.html' title='NO ANO QUE VEM...'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6846470122833828221</id><published>2009-11-06T22:26:00.004-02:00</published><updated>2009-11-17T22:14:31.462-02:00</updated><title type='text'>MARIAS DE TODOS NÓS</title><content type='html'>Maria Mercedes, Maria Amália. Duas Marias, entre muitíssimas. Cada uma seguiu seu caminho e se encontraram no mesmo dia. No seu último dia.&lt;br /&gt;Uma virou tia Zinha. A tia de todos, a tia que todos quiseram ter.&lt;br /&gt;A outra foi sempre Maria.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Professora na escola da Onça, um dia convidou um garotinho de cinco anos para entrar na sua escola. Entrar, ele não entrou que a fama da professora era de ser muito braba. Mas ela falou com tanto carinho que o menino ficou balançado. E o menino andava num macacão de flanela vermelha, nas manhãs frias e o chamavam de Zé capeta. E a professora parece que estava disposta a cuidar dele no meio de seus outros alunos, todos maiores do que ele. Só que o menino pesou os prós e os contras e ficou com sua liberdade. Abriu mão do carinho. Mas nunca se esqueceu dessa tentativa da professora tia Zinha. E toda vez que a via, vislumbrava a cena de uma professora jovem, na janela de sua sala/escola de aula, fazendo pontas nos lapis dos alunos e dizendo pra ele você não quer entrar pra minha escola? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois sua vida mudou. Foi ser a tia de muitos outos meninos e meninas noutra escola maior. Tia virou mais tarde, porque na época era professora. Quando as professoras viraram tias ela já era tia de verdade e de familia. Passou a ser tia Zinha da cidade inteira. Uma cidade quase só de primos e de primos dos primos que acabam virando primos dos primeiros primos. Assim os tios de uns se tornam tios de todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele carinho que o garotinho cismado negou-se a aceitar ela descarregou todo no seu garotinho. Que ficou só, sem irmãos, para aproveitá-lo bem, todinho só para ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora ela foi se encontrar com o seu seresteiro. Juntos, agora podem ficar mais perto daquele que era tudo para eles. Pois ele não foi viver longe? Cadê distância agora? estão todos três ali ao alcance uns do outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sua religiosidade sabia que santo é todo aquele que alçança a graça sublime de "contemplar" a divindade. Mas só recebem esse título uns poucos escolhidos para servirem de exemplo aos demais. E quem recebe o título, ganha também um dia que lhe é dedicado. Vejam então a sabedoria do fato. Será muito difícil um processo de canonização para se ganhar um dia em que se comemore sua santidade. Então o destino resolveu a questão. Elas se despediram da matéria no dia de Todos os Santos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Santa tia Zinha, rogai por nós!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Santa Maria Amália, rogai por nós!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6846470122833828221?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6846470122833828221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/11/marias-de-todos-nos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6846470122833828221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6846470122833828221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/11/marias-de-todos-nos.html' title='MARIAS DE TODOS NÓS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1985733404934584293</id><published>2009-10-23T10:46:00.003-02:00</published><updated>2009-10-23T11:09:38.824-02:00</updated><title type='text'>CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 31 de outubro será realizada no Colégio Estuadual Liberato de Castro, em Marliéria a primeira Conferência municipal de Cultura, dentro do plano do Ministério da Cultura para relização da Conferência Macional de Cultura. Início às 13:00 h.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo está convidado, quase intimado a comparecer e participar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui convidado para apresentar algo a respeito da Produção simbólica e diversidade cultural. Apesar de estar tremendo de medo, pois nunca participei de nada disso, resolvi, ou como diziam nossos conterrâneos, arresolvi encarar o bicho. Estou aqui pelejando para encontrar alguma coisa para falar que não me deixe muito envergonhado depois. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falar em "pelejando", era muito usado esse termo quando era mais novo. Havia até aquela brincadeira do Liberato Assis, o Liberatão. Quando fizemos o primeiro ano Normal e ele não fazia a tarefa, principalmente na aula de Português, e o professor o chamava na regulagem, ele dizia: ah, professor, pelegi, pelegi, não consegui, largui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é que acabei de ler um livro em que o tradutor emprega pelejar nesse mesmo sentido de tentar fazer alguma coisa ou de trabalhar. Já estava achando até que esse verbo havia caído em desuso, pelo menos nesse sentido. Mesmo como lutar ele é bem pouco empregado. Parece que ficou restrito às antigas pelejas de lanças e espadas. O que, aliás, tem algum sentido. Pelejar é se esforçar. As lutas antigas exigiam bem mais esforço físico. Apertar o gatilho era bem mais fácil, apesar de toda a complicação que envolvia. Agora, então, só apertar botões e bombas voarem por todo lado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu tnho de pelejar com teclas e papeis para ver se sai alguma coisa aproveitável no dia 31.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1985733404934584293?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1985733404934584293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/conferencia-nacional-de-cultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1985733404934584293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1985733404934584293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/conferencia-nacional-de-cultura.html' title='CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-9098023243714031039</id><published>2009-10-10T19:02:00.001-03:00</published><updated>2009-10-10T19:07:11.176-03:00</updated><title type='text'>HOMENAGEM AO MAIS NOVO ESCRITOR BABILONICO</title><content type='html'>PARA O MESTRE COM CARINHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vai perguntar ao Jurandir. Jurandir que sabe.&lt;br /&gt;Houve uma época, nesta cidade, que esse era o bordão mais usado. Qualquer assunto, em qualquer lugar, quem quer que fosse, se alguém não tinha resposta para determinada pergunta, saia-se com essa:  pergunte ao Jurandir, Jurandir que sabe.&lt;br /&gt;            Professor de geografia do Colégio, desde antes de existir o colégio. Quando os futuros alunos ainda se reuniam na sacristia da Igreja a fim de se prepararem para o exame de admissão ao ginásio. Jurandir estava lá, juntamente com outros abnegados pioneiros, sem saber se algum dia aquele sonho do Otacílio ia se tornar realidade. Sem perguntarem por salário. Pensando apenas naquelas pessoinhas que, sem esse esforço deles, não teriam a menor chance de estudar. Em suma, não poderiam romper aquele círculo vicioso de irem os rapazes abraçar os cabos das enxadas, foices e machados. Restava uma outra possibilidade que era ir trabalhar nas famosas companhias. Mas sem diploma pelo menos ginasial o destino era trabalho braçal, sem perspectiva de progresso. As moças se prepararem para o casamento, aprendendo, quando muito, a bordar, cozinhar e outras atividades domésticas. Não que essas profissões não tenham a sua dignidade. O problema era não se ter a oportunidade de mudar isso, se quisesse.&lt;br /&gt;              O colégio se tornou realidade e o professor continuou em seu ministério de ensinar, de ajudar na formação intelectual e moral de levas e levas de jovens. Muitos, da base sólida recebida, puderam alçar vôos bem mais longos do que os que lhes estavam prometidos.&lt;br /&gt;              Nosso professor Jurandir se transformou em sinônimo de cultura, de sabença geral.&lt;br /&gt;Eis que vem nos brindar com essa obra sobre nossa cidade. Lacuna que agora está sendo preenchida por quem tem competência para fazê-lo. &lt;br /&gt;              È tamanha a ansiedade para bebermos nestas páginas todas as maravilhas que você nelas inseriu que não suportamos mais delongas. Que nos sejam distribuídos seus livros, como dizia o poeta: livros a mãos cheias.&lt;br /&gt;              Professor Jurandir você é um patrimônio nosso. Parabéns!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-9098023243714031039?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/9098023243714031039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/homenagem-ao-mais-novo-escritor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/9098023243714031039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/9098023243714031039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/homenagem-ao-mais-novo-escritor.html' title='HOMENAGEM AO MAIS NOVO ESCRITOR BABILONICO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-3410242139446390458</id><published>2009-10-06T10:35:00.003-03:00</published><updated>2009-10-06T11:01:51.260-03:00</updated><title type='text'>TREM BÃO É COISA BOA!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem não se lembra do Admilson (ou Edmilson?), irmão do Joaquim Suruco? Foi nosso goleiro no tempo do MEC (Marlieria Esporte Clube), com camisas do Fluminense do RJ. Atuava quando o Zé de sr.Zé Júlio bebia muito no sábado e não aparecia pra jogar no domingo. Que o Edmilson, convenhamos, era meio atabalhoado. Tinha jogo que fechava o gol, apesar de sua pequena estatura. Também as traves do nosso campo não eram lá muito oficiais. Mas tinha jogo que era um verdadeiro galinheiro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Engraçado que ele era reserva do seu almejado cunhado. Ele era doido pela filha do Sr. Zé Júlio ( me esqueci do nome dela. Podia chutar qualquer nome, mas aconteça que alguém da época leia essas mal traçadas linhas e a confusão estará formada. Só me lembro que ela era bem bonita e o Edmilson tinha bom gosto), que não queria nem saber dessa conversa. Conclusão: fugiram e voltaram depois "que a inês fora morta". Tiveram que casar. Na polícia e na Igreja que eram todos dois solteiros e depois de uma boa confissão não havia padre que não santificasse a união.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas esse lenga lenga todo é só pra recordar que a frase que intitula essa matéria é de sua autoria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E essa frase agora está na moda em Babilonnia, doravante com dois ns pra ficar mais etimológico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A feira dos produtores está pegando que é uma beleza. A cidade está se mexendo. No próximo sábado (10/10/09) teremos lançamento do livro "ETA BABILONNIA" de autoria do professor Jurandir. No outro sábado (17/10/09), festa da Rosa no bairro Bela Vista, antigo morro dos cabritos. No dia 11/10, o bar Jacroá, com espaço para as crianças, na área da Exposição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos em frente que atrás vem gente! Trem bão é coisa boa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-3410242139446390458?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/3410242139446390458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/trem-bao-e-coisa-boa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3410242139446390458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3410242139446390458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/trem-bao-e-coisa-boa.html' title='TREM BÃO É COISA BOA!'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2364887566336727128</id><published>2009-10-05T08:50:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T08:57:50.990-03:00</updated><title type='text'>CORRIGINDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ATENÇÃO: - O lançamento do livro do professor Jurandir de Marliéria será no dia 10 (dez) de outubro, às 14:00 h, no Colégio Liberato de Castro. Outro dia anunciei o evento para o dia 11/10/2009. Foi um lapso. Denise ficou sabendo que seria no sábado e se baseou no calendário de 2008. Daí a confusão...&lt;/div&gt;Mas, agora, já vi o convite e confirmo a data de 10/10/2009.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não percam. Tive uma palhinda do livro. É saboroso e histórico. Ele pesquisou e transcreve documentos de época, além de escrever com um estilo leve e agradável, com um toque de humor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero ver aquele colégio cheio no dia 10.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem não puder comparecer, depois da cerimônia colocarei neste espaço os dizeres da homenagem que lhe será prestada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até sábado!.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2364887566336727128?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2364887566336727128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/corrigindo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2364887566336727128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2364887566336727128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/corrigindo.html' title='CORRIGINDO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1974866483446321934</id><published>2009-10-01T21:52:00.002-03:00</published><updated>2009-10-01T22:04:55.516-03:00</updated><title type='text'>JURANDIR EM BABILONIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 11 de outubro, domingo, vai haver a cerimonia de lançamento do livro que o professor Jurandir de Assis Castro escreveu. Será realizada no Colégio Liberato de Castro, às 14:00 h.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certa vez ele me mostrou uma pesquisa que estava fazendo sobre a genealogia de quase todas as famílias de Marliéria. Não sei se é esse o assunto do livro. No convite que ele mandou distribuir, segundo me disseram, há a informação que o título é: Eta Babilonia. E trará a história da cidade e causos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Denise vai fazer uma homenagem ao professor pioneiro. Prometo publicar nesse blog o que ela irá dizer ao prof. Jurandir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, convido a todos que estão lendo para convidarem conhecidos e amigos e virmos todos prestigiar o nosso querido Jurandir e mostrar que cultura também é importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aroldo Valsi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1974866483446321934?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1974866483446321934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/jurandir-em-babilonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1974866483446321934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1974866483446321934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/10/jurandir-em-babilonia.html' title='JURANDIR EM BABILONIA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4681243519449170272</id><published>2009-09-19T20:51:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T21:23:31.957-03:00</updated><title type='text'>O AMERICA NAO E SO PARA OS AMERICANOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem gosta de esporte não podia ficar indiferente. Para maior comodidade,  a emissora de TV dos mineiros transmitiu a partida. Certamente a poderosa Globo não se interessou pela serie C que deve dar poucos dividendos. Foi a nossa sorte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de não ser americano, fiz questão de sustar o que deveria fazer para me sentar em frente da fabriquinha de doidos e torcer pelo segundo time de todos nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Admirável a garra dessa torcida que passeia pela serie A e desce para a B e cai para a C e cai para a B até do capeonato mineiro e conseguiu voltar para a elite do futebol de Minas. Agora começa a luta para voltar à elite do brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os torcedores do coelho, sofrendo, apanhando, caindo não desanimaram. Alguns até já dizem que em 2012 vão disputar o mundial em Dubai... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convivo com dois americanos. Um é de quatro costados. O outro perambulou pelo galo, tentaram fazê-lo cruzeirense, mas acho que de tanta pena do pai (gozação, viu Bernardo) acabou torcedor do time do Independência. E sinto um pouco de culpa pelo sofrimento dessa torcida. Conto essa história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele ano em que o Galo também provou da descida para a serie B, o América já estava na serie B do brasileiro, mas ainda jogava na seire A do Mineiro. Se não estiver enganado, no primeiro jogo do campeonato mineiro o América enfiou 4 x 0 no Cruzeiro e o pai veio me gozar. Aí, fiz ar de mistério. Assumi a pose de grande profeta e lancei a praga: Ces vão cair para a serie C do brasileiro e o Galo cai para a serie B, ficando cada um numa serie. Vejam que o campeonato brasileiro nem tinha começado. E não deu outra. Acreditem que fiquei até assustado com minha língua. Depois disso nunca mais fiz profecia nenhuma que fosse negativa, acho que nem positiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carreguei essa culpa até hoje. Que o América só agora conseguiu vencer minha praga. Já tinha desfeito a profecia mas foi tão forte que durou cinco anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porisso, hoje torci pelo título porque ficaria bem mais bonito com a taça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer forma, estão de parabéns pela fidelidade e por terem enchido o campo hoje. Assim desfizeram aquela piada que a torcida do América cabe numa kombi. A não ser que os outros onze mil torcedores tenham sido, como eu, quem tem o América em segundo lugar no coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4681243519449170272?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4681243519449170272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/09/o-america-nao-e-so-para-os-americanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4681243519449170272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4681243519449170272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/09/o-america-nao-e-so-para-os-americanos.html' title='O AMERICA NAO E SO PARA OS AMERICANOS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-7636385258788179318</id><published>2009-08-13T22:56:00.003-03:00</published><updated>2009-08-14T20:48:56.081-03:00</updated><title type='text'>MANUEL ABORDE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando ele chegou em Babilonia eu era menino e ele veio para terminar de construir a Igreja Matriz. Na verdade, ele sempre foi Joaquim Claudino Filho. Não sei de onde veio esse apelido. Nunca me lembrei de perguntar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria uma corruptela de "a bordo"? Aquele que está sempre por dentro de tudo. Estar a bordo é igual a estar dentro do navio, portanto dentro. Transpondo o sentido, estar dentro é o mesmo que entender de tudo, saber fazer tudo. Diziam os antigos o homem dos sete instrumentos ou dos sete ofícios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas isso não interessa. Só curiosidade. O que importa é que chegou aqui, se não me engano, trazido por Otacílio para dar conta de terminar a Igreja e terminou. Mais importante, virou marlierense. Obra da Ana? Da sua Ana?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque, chegando em Babilônia, ele encontrou a Ana. Lembro-me, no espaço que sobrara em frente da pequena parte que restara da Matriz antiga, as moças, de vestidos longos e rodados, se assentavam no gramado com a saia inflada pela anágua engomada cobrindo as pernas e os pés. Eu achava a coisa mais linda. E a mais linda delas era a Ana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo comecei a ver os dois sempre juntos. Com o Otacílio na cola dele, daí ao casamento foi um pulo. Aí, não teve mais jeito. Casou com moça de Babilônia, vira babilônio. E virou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante toda sua vida trabalhou no que queria ou cismava de querer. Criou família grande e bonita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia, já sem a Ana, conversando, porque gostava do seu papo, ele me confessou que ela tinha sido a mola de sua vida. Foi ela que o fez largar a boemia e acertar a cabeça. E agora que estavam reformando a casa. Que tinham planos de fazer um segundo andar, um apartamento só para eles, ela não foi partir e deixá-lo desanimado de continuar aquela empreitada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ficou triste. E naquele dia vi lágrimas em seus olhos e a voz se embargou quando falou nela. Era amor que o estava consumindo. Mas consumia só o corpo porque a alma, acreditando ou não, ele tinha a intuição que estaria vivinha para encontrar a alma da Ana, quando chegasse o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse tempo chegou. Quando olhei para ele na hora da despedida ouvi direitinho ele sussurrando, Courinha já achei a Ana. Agora está tudo perfeito. Felicidades eternas para vocês dois, Ana e seu Mané. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-7636385258788179318?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/7636385258788179318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/08/manuel-aborde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7636385258788179318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7636385258788179318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/08/manuel-aborde.html' title='MANUEL ABORDE'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-454449917065240565</id><published>2009-08-10T18:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T19:14:03.071-03:00</updated><title type='text'>ENCONTROS DE FAMILIA</title><content type='html'>Podem tirar os cavalinhos da chuva, quando a chuva chegar, que, hoje, não vou ficar me desculpando por ter ficado tanto tempo sem comparecer a esse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mês que se encerrou e o principio desse que se inicia parece ter sido a época escolhida por todos para se encontrarem. Os já ficando famosos Encontros de Família. Deve ser para aproveitar as férias escolares de julho. Que atualmente nem chegam a ser férias de verdade. Pouco mais de uma ou duas semanas. A não ser, é claro, quando desaba sobre nossas cabeças alguma catástrofe como essa gripe de espírito de porco. Aí vão adiando o retorno às aulas, como se isso resolvesse alguma coisa. Como se catástrofe muito pior não estivesse constantemente nos rondando. Refiro-me a essa corrupção generalizada que se entranhou em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a coisa está tão fétida na elite política é porque todo mundo está conivente. Eleição vem, eleição vai e os mesmos vermes de sempre continuam aboletados no poder. É falta de vergonha nossa. Se cada um que está indignado com a situação se propusesse a acender seu palito de fósforo convencendo pelo menos mais um a não votar em nenhum candidato contra quem houvesse a menor suspeita, esses sarneis da vida já estariam fora do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, não adianta. Se não se partir para a educação consciente da população, isso não vai mudar nunca. Educar não é dar conhecimento. É formar o cidadão. Despertar o espírito crítico. Analítico. Fazer com que a pessoa aprenda a ler nas entrelinhas. A ouvir, percebendo os interesses escusos por trás dos discursos, que nem bonitos não são mais. Quase sempre agressivos e depreciativos. Candidato que fala mal de adversário, pode desconfiar que está sentado na própria cauda, vamos ser elegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem só a curva que estou fazendo. De encontros de família já cheguei no Senado Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a família é a célula “mater” da sociedade, não nos disseram isso? Até o Rui Barbosa do alto de seu metro e meio carimbou essa afirmação como verdade absoluta. Então, olhando a realidade, nossas células estão cancerosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas sociedades secretas de aperfeiçoamento pessoal ensinam que “assim como é em baixo é em cima”, só há um aumento de dimensão. Não será isso que está acontecendo? A moral da família se degradou. Não estou me referindo a sexo. Estou me referindo a moral de verdade que é a honestidade, a retidão, enfim, o caráter. Há muitas décadas, os pais faziam questão que os filhos fossem honrados. Hoje, há exceções, querem que os filhos se dêem bem na vida. O que é dar-se bem na vida? Na tosca mentalidade de muitos é “ganhar dinheiro”, ou, às vezes, muitas vezes, na quase totalidade das vezes, é parecer que “ganha muito dinheiro”. É a exibição barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso chegou-se ao vale tudo. Tem-se vergonha de ser honesto. Interessante, citei Rui Barbosa há pouco, e ele também já dizia isso um século atrás. Será que não mudou nada? Mas pode mudar. Nossos congressistas sempre foram corruptos, desde sempre? Mas também eles podem mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelos encontros de família. Quando os membros das famílias se entenderem e entenderem que ser honrado é respeitar o direito dos outros e não querer ser mais ou maior por meio de fraude, teremos caminhado bastante na estrada da melhoria da nossa sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-454449917065240565?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/454449917065240565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/08/encontros-de-familia_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/454449917065240565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/454449917065240565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/08/encontros-de-familia_10.html' title='ENCONTROS DE FAMILIA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-3825344679216338806</id><published>2009-07-09T13:34:00.008-03:00</published><updated>2009-07-09T22:28:17.221-03:00</updated><title type='text'>PADRIM HENRIQUE E TIA MACRINA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu padrinho arrumou para eu ir para Ponte Nova com Nanoca e Carmen para ser irmã. Mas meu pai e minha mãe não deixaram. Eu queria ser irmã de caridade. Ouvi essa história desde pequeno. Quer dizer que estou aqui por acaso. Graças ao Padrim Juca e Dindinha. Nunca fui tão grato aos meus avós... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela está aqui, na cadeira de rodas, me olhando com seu rosto sério, incomunicável. Me soprando o que devo escrever. Tinha verdadeira adoração por aquele padrinho. Morou em sua casa para frequentar as aulas na escola da tia Macrina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A madrinha era a Isabel, irmã do pai dela. Só voltava para a casa dos pais nos finais de semana. Depois foi ficando. Aprendeu a costurar, bordar, quase a viver, na casa do padrinho. Chegou até a lecionar na escola da tia. Coisinha pouca. Só para marcar época na vida de alguns alunos. Nonô de Rolica e Jésus de Oliveira nunca se esqueceram. Sr. Jésus fala mesmo que gostava muito mais dela do que de sua própria irmã, Maria de Oliveira, que era muito má com ele. Era a vara que falava alto e tinha de se ajoelhar nos grãos de milho. Também era muito moleque. A Dininha era boazinha, não aplicava esses castigos. Nonô guardou, até hoje, um catecismo que ganhou de lembrança quando fez a primeira comuhão. Só se desfez dele por causa da insistência de um certo indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o padrinho marcou sua vida. E foi lá, em sua casa, que conheceu o impedimento maior de sua vocação religiosa. Onde rezavam o terço, à noite, antes de dormirem. E não gostava quando ele falava sobre o lado pitoresco desse hábito. Tentou incutir, não sei se com êxito, sua filosofia e senso de justiça: a cada um o que é seu. Sua bondade e coração mole de ajudar a quem precisasse e acolher todos debaixo de suas asas. Da tia Macrina tentou incorporar as prendas domésticas, a angélica capacidade de absorver as contrariedades, o supremo dom de apaziguar e a imensa paciência para aguardar a felicidade e o término da dor. Implantou a devoção de rezar o terço, à noite, também em sua família, que só durou enquanto os filhos eram pequenos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a devoção pelo padrinho, não. Essa permaneceu enquanto esteve lúcida. Talvez agora, ainda mais. Quando o olhar se perde no espaço vazio e as mãos se agitam vagamente, será que não está pedindo a bênção? Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, meu padrinho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-3825344679216338806?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/3825344679216338806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/07/padrim-henrique-e-tia-macrina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3825344679216338806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3825344679216338806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/07/padrim-henrique-e-tia-macrina.html' title='PADRIM HENRIQUE E TIA MACRINA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-8735123884064553497</id><published>2009-07-07T19:03:00.004-03:00</published><updated>2009-07-07T22:50:55.385-03:00</updated><title type='text'>CISCANDO DAQUI E DALI...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou abismado com a minha falta de comprometimento com esse blog. Já está quase completando outro mês sem postar nada. E o número de seguidores andou sofrendo alteração. Já são quatorze. Mesmo se tirar aqueles seguidores de carteirinha, ainda existem muitos amigos que devem estar quase se arrependendo de terem se cadastrado. Vou prometer ser mais presente dagora pra frente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje quero falar de uma lição de vida. Quando a "gente era criancinha pequenininha lá em Barbacena" - alguém ainda se lembra desse bordão? ( pergunta endereçada a uma parte dos leitores, tipo meia idade) - os dias, meses e anos tinham uma preguiça bahiana de se sucederem, parecendo certo escrivinhador de blog. E a gente doido para o tempo passar e chegar os quatorze, os dezoito e até os vinte e um anos. Impróprio para quatorze, para dezoito. Carteira de motorista. Namorar. É, tinha idade até para namorar. Engraçado. A gente não podia namorar, mas não havia jeito de proibir a gente de se enamorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era só entrar na fase do vinte e um e os anos começavam a disparar. Vinte e cinco, mais ou menos. Trinta, já dá pra ficar desconfiado. Quarenta, cinquenta. Nossa, nem vi o tempo passar. Como se o tempo passasse... modo de dizer. E se começa a não querer embarcar nessa onda. Uns se escondem. No trabalho, nas lamentações. Mas, felizmente, tem gente que encara. Tipo aquela poesia de Olavo Bilac que todo mundo recitava no nosso antigo primário. A árvore. Olavo Bilac. No finalzinho envelhaçamos como as árvores envelhecem, Quer dizer, dando pelo menos sombra, pois frutos não podem dar mais. Ainda bem que o Bilac não se lembrou de falar em lenha. Vejam como o poeta era, já naquela época, um grande ecologista. Porque tem também o lance dos ninhos de passarinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é, Outro dia nos demos de cara com uma árvore do Olavo Bilac. Árvore no futuro. Agora ainda é um arbusto, que árvores de lei chegam aos duzentos, trezentos e tal. Existem algumas com mais de mil. Matusalém floral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inai chegou aos sessenta fazendo festa. Dizendo alto e bem sonante que agora é que vai começar mesmo a viver. Missão bem encaminhada. Sem obrigatoriedade de horários. Tempo de colheita. Carinho de irmãos, filhos e sobrinhos, sem esquecer dos primos e amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam que interessante. Inai nunca vai ficar velha, nem idosa. Se você passa pelo tempo sem deixar que as rugas se agarrem na alma, não tem como sentir as suas tão famosas marcas. Mas ela é predestinada até no nome. I N A I. O A é a peça chave. Observem que esse A pula o N e ela fica INAI de trás pra frente. E de qualquer lado que se olhar é INAI, enquanto esse A entrar na brincadeira e continuar pulando o N pra frente e pra trás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Parabéns, Inai, e obrigado pela lição. A partir de agora também sou um jovem sexagenário. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-8735123884064553497?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/8735123884064553497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/07/ciscando-daqui-e-dali.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8735123884064553497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8735123884064553497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/07/ciscando-daqui-e-dali.html' title='CISCANDO DAQUI E DALI...'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-8770390749231763423</id><published>2009-06-13T18:45:00.004-03:00</published><updated>2009-06-13T22:35:41.767-03:00</updated><title type='text'>NAMORADOS, UNI-VOS.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi ontem e não pude escrever. Também estava completando um mês da última postagem e ia parecer que era apenas para não perder o trem das onze. Ficou para hoje e hoje o moden da claro funcionou. Estou em Babilonia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais importante. Hoje fui participar da comemoração dos sessenta e cinco anos do casamento do tio Raul e tia Milza. Pioneiro da Usiminas. Pioneiro da vida. Como disse o Sô Lito, outro pioneiro, Raul nasceu muitas vezes. Quando sobreviveu à queda na tacha cheia de melado de cana fervente, a macabra viu que a parada contra ele não seria fácil. Mas a coisa feia não desistiu. Empurrou-o serra abaixo. Não adiantou. Aí, virou o disco. Começou a persegui-lo economicamente. Mas ele também não desistiu. Voltou de Nova Era com os bolsos vazios, mas com as mãos segurando as maozinhas dos filhos pequenos. As mãos estavam cheias. Não há nada que dê mais coragem do que maozinhas de crianças, ainda mais se forem de filhos ou netos. Depois de um período tentando ser fazendeiro foi construir a Usiminas. Depois se doou a Usiminas. E lá terminou de criar sua família. Hoje colhe tudo que plantou. Filhos, netos, bisnetas, irmaos, cunhados, sobrinhos e amigos para aplaudi-lo, paparica-lo e dizer queriamos ser iguais a vocês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é aí que o bicho pega. Para chegar perto do sucesso do tio Raul é preciso fazer como ele fez. Saber dar a volta por cima dos insucessos. Persistência. E todas as sete virtudes. E outras além das sete. E juntar tudo numa palavrinha só amor. Que começa paixao e continua se apaixonando pela vida afora, acrescentando amizade, compromissidade, companheirismo, fanatismo. Quando alguém é fã do seu amor core o sério risco de ter um amor para sempre. O que mata o amor é a decepção. Ídolo não decepciona fã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muito simples. Observem os casais que deram certo. Um sempre fala do outro com carinho, admiração e ternra. Se isso acabar, acabou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Namorados, porque já combinamos que enamorados não existem, são apenas a primeira fase do namoro, mirem-se no exemplo de tio Raul e tia Milza e em outros se os encontrarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-8770390749231763423?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/8770390749231763423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/06/namorados-uni-vos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8770390749231763423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8770390749231763423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/06/namorados-uni-vos.html' title='NAMORADOS, UNI-VOS.'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2019837924963354650</id><published>2009-05-12T21:40:00.002-03:00</published><updated>2009-05-12T22:23:07.600-03:00</updated><title type='text'>LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Eu era o Sovidio. Os mais velhos devem se lembrar de mim. Talvez, seus avós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranho. Que nem acontecia com o pleco. Era só pensar e ele respondia. Aliás, nem respondia. Ela mesma é que pensava a resposta. Porque não ouvia som nenhum. A resposta parecia que estava dentro dela. E mais esquisito ainda é que a resposta continuava acontecendo mesmo quando divagava naquelas outras considerações. Parecia um sistema com dois canais. Mais ou menos como o som estereofônico. Enquanto pensava, continuava percebendo as explicações do Sovidio. Só que cada qual distintamente. Não havia superposição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu amava muito esse lugar, apesar de não ser daqui. Vivi aqui por muitos anos, na minha velhice. Sentia que as pessoas gostavam de mim. Havia, é claro, alguns que me consideravam maluco. Mas, talvez por isso mesmo, ninguém me hostilizava. Às vezes, percebia uns olharzinhos de deboche, outros, de comiseração. Essa palavra você conhece. Apareceu naquela crônica que vocês leram na aula, outro dia, e você perguntou à professora. Depois viu que deu bandeira porque o sentido era claro. Se a pessoa estava sofrendo e o autor sentiu comiseração, não precisava nem perguntar o significado. Era só raciocinar, não é mesmo? Mas a gente só aprende quando percebe os próprios erros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O outro canal funcionou de novo. Como é que ele sabe disso? Será que ele sou eu mesma? E ele continuava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Estranhavam quando eu dizia que ia buscar o sol. Riam, com paciência, quando lhes mostrava as pedras preciosas que eu encontrava nos morros da cidade. Só depois foi que eu entendi o porquê. Eu vivia noutra época. Meus avós foram escravos e trabalharam na cata de ouro e pedras preciosas. Quando pequeno, ouvia suas histórias e elas ficaram comigo. Agora quero repassá-las para você. Porque eu vivia noutra época? Eu quis apagar aquelas lembranças porque sabia que se falasse delas ia provocar um reboliço tão grande que tive medo de causar a destruição da região em que vivia. A ganância e a insensatez das pessoas são muito maiores do que o que é realmente importante. Quando percebi que se revelasse umas coisas que eles me contaram ia ser uma loucura, fui ficando preocupado. Comecei a pensar só naquilo e, com o tempo, passei a resmungar meus pensamentos. Aí diziam que eu estava conversando sozinho. Quem conversa sozinho é doido. Na verdade, as pessoas que se julgam normais acham que se está conversando com alguém imaginário, com um produto da própria cabeça. Em suma, com alguém que não existe. Quem conversa com o inexistente só pode ser louco. Eu mesmo comecei a acreditar que era maluco. E fui abandonando tudo. Meu trabalho, minhas preocupações e me afastando de minha família.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Quando percebi estava sozinho no mundo. Aí, virei andarilho e rodei meio mundo. Até que, já velho e cansado, vim parar aqui. Adotei esse lugar e sentia que fui adotado também. Você está pensando, se essas histórias podiam ter causado uma destruição, será que agora não provocariam mais nada? Ou ele vai me contar essas coisas e me pedir segredo? Por quê? Para que? _ Você é questionadora, não? É por isso que procurei você. Gosto de quem não aceita o que lhe dizem sem questionar. Engolidores de sopas não percebem o que estão comendo. A boca e a mastigação são os questionadores do sistema digestivo. E a dúvida, a procura das causas, os porquês são os vigilantes do conhecimento verdadeiro. Quem não questiona não aprende. Só acumula. E acumulação pode trazer coisas boas, mas traz muito lixo também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nisso o raminho, em que estava, começou a balançar perigosamente e Grace acordou assustada com um ventinho frio entrando pela janela, sacudindo a cortina. Levantou-se apressada e se arrumou para ir à aula. Nem olhou para o lado do aquário. Se tivesse olhado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao lembrar-se da referência ao aparelho digestivo, à boca e à mastigação, sentiu uma coisinha roendo por dentro. Gente como estou com fome! Aquele pleco que fique me esperando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seus dois irmãos, impacientes, esperavam para almoçar. A mãe só admitia que as refeições fossem feitas com todo mundo junto. Dizia que sua mãe também fizera assim com ela e os irmãos. Na época, achava uma bobagem de mãe. Depois que teve seus filhos, entendeu que é a coisa mais certa. Era o momento mágico em que se diziam as coisas mais diversas possíveis. Traçavam-se planos. Trocavam brincadeiras. Às vezes, umas rusguinhas também. Mas isso é inevitável. O que não aceitava era ficar cada um no seu canto, como se fossem estranhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2019837924963354650?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2019837924963354650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/05/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2019837924963354650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2019837924963354650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/05/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao_12.html' title='LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-3473572043442254416</id><published>2009-05-10T22:58:00.001-03:00</published><updated>2009-05-10T23:03:03.685-03:00</updated><title type='text'>LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o aquário em seu quarto, Grace passou a entabular longos papos com o pleco. Foi assim que ela começou a acreditar que a energia é o princípio de tudo.  Os pensamentos são emissão de energia. Uma energia muito especial. Quase uma onda de rádio. Cada um tem sua freqüência própria e é por isso que umas pessoas não captam os pensamentos das outras. Senão seria uma confusão enorme. Imagine, na sala de aula, a professora perceber que a gente está a quilômetros de distância... ainda bem.&lt;br /&gt;Um mistério persistia, no entanto. Como explicar que um simples invertebrado também pudesse emitir energia? Pensar não é privilégio dos seres humanos? Será que o pleco era algum tipo de extraterrestre?&lt;br /&gt;Todos já haviam percebido a mudança de comportamento da Grace. Não estava mais participando das atividades que antes adorava. Nem ia mais ao treino de vôlei. Acabaram as partidas de queimada na rua, na porta da casa da Márcia.&lt;br /&gt;Já corria de boca em boca que a Grace apanhara uma ninfa no ribeirão das Piteiras e a conservava num aquário, no seu quarto.&lt;br /&gt;A professora, apesar de condenar a captura de um espécime da fauna natural, elogiou seu espírito científico. Disse mesmo que se ela continuasse tão interessada em pesquisar, poderia se transformar numa grande cientista. E o mundo está precisando muito de cientistas. Em todas as áreas do conhecimento humano.&lt;br /&gt;E realmente, ela não perdia tempo. Tanto morrinhou que seu pai acabou tendo que, mesmo a contragosto, dizendo que a situação financeira estava ruim, conseguir uma conexão com a internet para ela e os irmãos também, ele frisou bem. Não era grande coisa. Sua cidade não tinha ainda um sistema de conexão como os que apareciam nas propagandas. Funcionava por meio de ondas de rádio. Dava muitos problemas e a velocidade também não era animadora. Mas os mais velhos viviam dizendo que quem não tem cachorro, vai à caçada levando seu gato mesmo. Bobagem, hoje não se pode mais caçar.&lt;br /&gt;Com muito custo, exercendo a autoridade de primogênita, contra a vontade dos irmãos, conseguiu fosse instalada a máquina em seu quarto. Os irmãos, um pirralho de dez anos, o Tomás, e o caçulinha, Leonardo, com cinco anos, cerraram fileira e queriam o computador no quarto deles. Ora se enxerguem. Teve de ceder também. Tom, que já estava se iniciando em informática na escola, teria uma hora por dia para treinar, mas sob a supervisão da Grace. Leo empirraçou e ficou combinado que ele também teria direito. Depois iriam estudar um jeito de ele começar a aprender com a irmã. Ao menos de brincar. E a paz voltou a reinar&lt;br /&gt;Grace mergulhou nas pesquisas. Descobriu que o plecóptero é muito usado como isca em pescarias. Existem muitos saites de pescadores onde trocam informações sobre esses insetos. Onde encontrá-los. Para que tipos de peixes são indicados. Já sabia que eles exigem uma água de boa qualidade para colocar seus ovinhos e perpetuar a espécie. Foi por isso que a professora os levou para tentar encontrar esses bichinhos. Ao menos aquele trecho do ribeirão ainda estava em bom estado. Entre a nascente e a cidade, num lugar em que ele ainda não recebera os esgotos. Depois do local em que o coitado fora obrigado a aceitar toda aquela porcaria produzida pela população não havia mais plecóptero que resistisse.&lt;br /&gt;Numa noite especial, que mudaria toda sua vida, o pleco, já chamado carinhosamente de plequinho, lhe fez revelações perturbadoras.&lt;br /&gt;Na verdade ele tinha a forma de um inseto, mas a sua personalidade era de um homem que existira naquela região há muito tempo. Grace sentiu uma gota de gelo explodindo na parte alta de sua cabeça, onde se diz que as crianças novinhas têm a tal moleira. Que, segundo crendices populares, é por onde penetram nos miolos dos pequeninos os bons e os maus instintos. Motivo pelo qual não se pode ficar falando coisas ruins perto delas. Muito menos brigar. Xingar uns aos outros. Essas coisas todas condenáveis. Que isso vai se incorporando nelas e depois, quando crescerem, viram isso que temos visto por aí. Por que, nessa idade, elas escutam mais pela moleira do que pelos ouvidos. A gente não vê nenenzinho às vezes chorando ou dando gargalhadas sem que ninguém esteja conversando com ele? Dizem que elas percebem até os pensamentos das pessoas. Se alguém olha uma criancinha e diz que ela é uma belezura, mas lá no seu íntimo pensa que nada tão feiinha como o pai, até tem uns traços da mãe que não é de se jogar fora, só que, coitada, herdou aquela boca grande. O nenê já abre a boca a chorar.&lt;br /&gt;Aquela pedra de gelo que pareceu penetrar em sua cabeça se dissolveu e desceu como uma água friinha, geladinha, pela sua coluna, dividiu-se pelas duas pernas e foi até as pontinhas dos dedões. O susto foi acachapante. A princípio Grace perdeu a voz e aquele friozinho foi voltando, agora devagar, subindo pelas pernas e mantendo-as geladas. Num instante ela começou a sentir frio. Essa, não. Estou ficando louca mesmo. Onde já se viu? Isso não existe.&lt;br /&gt;_ Fique calma. - O pleco estava no fundo do aquário. Encostadinho no vidro, debaixo de uma pedra que lhe dava um espaço como se fosse uma gruta. – Tome um copo d’água que eu vou lhe contar esta história.&lt;br /&gt;Adolescentembrião, essa revelação foi como se a casca de menina lhe tivesse sido arrancada de uma vez. Como via as amigas se depilarem. De repente, ela que sempre dizia nunca se submeter a essa tortura da moda, olhou para suas pernas e braços e pensou nossa como estou cabeluda e o Carlim me viu assim. Que vergonha.&lt;br /&gt;Levantou-se para sossegar o coração. Burro brabo escoiceando no peito. Assustado com a descoberta dessa mistura do assombroso com a realidade. Coração não raciocina. Foi até a janela respirar o ar mais fresquinho da noite de fora. Lá no alto, as estrelas, indiferentes ao seu drama, continuavam no seu pisca não pisca sem começo nem fim. Cá embaixo, presa na parede da montanha, a serra negra, espelho desligado, luz nenhuma refletia. Só a lua era capaz de se mirar naquela superfície. Acordo de comadres alcoviteiras, só para flagrar casais enamorados.&lt;br /&gt;Nesta noite, Grace não quis mais papo com o pleco. Da janela foi diretamente para a cama.  Esses pensamentos perturbadores ou essa comunicação, ela não sabia identificar o que estava acontecendo, só ocorria quando ela ficava a menos de dois metros do animalzinho. Pensou assim, amanhã eu me levanto pelo outro lado da cama e nem passo perto dele.&lt;br /&gt;Planejado e realizado.&lt;br /&gt;Chegou do colégio, ansiosa para saber notícias do pleco. Quando se levantara, cedinho, nem uma olhadinha lhe dirigira, ainda meio abalada. Mas, durante as aulas, tivera tempo para digerir aquela informação. E se não tivesse entendido direito o que ele queria lhe dizer? E se aquilo tudo tivesse uma explicação lógica? E, de repente, se lembrou do sonho que tivera naquela noite dormida a prestações. Aquele dorme-acorda-dorme-acorda em que os sonhos se misturam com a realidade e parece se encadearem. A gente sonha que está sonhando e no sonho fica sem saber se está sonhando ou se aquilo está acontecendo de verdade.&lt;br /&gt;Era um senhor alto, negro, já de cabelos brancos. Muito tranqüilo e inspirando confiança. Ela estava equilibrada num ramo de um matinho sem nome, bem rente à superfície do córrego das piteiras. Tinha a sensação de ser bem leve, como uma libélula, que o raminho nem se envergava direito. Às vezes, quando soprava uma brisa bem suave, dava uma balançadinha e ela quase tocava a água com os pés. Só que não via seu corpo. Parecia um pensamento. Lembrou mesmo disso. É meu pensamento que está aqui nesse lugar. Isso deve ser um sonho. Foi quando ouviu um psiu chegado de algum lugar mais alto. Olhou para o lado do psiu e lá estava uma pedra enorme que ainda não havia percebido e, sentado nela, aquele homem. Na hora se lembrou do que dissera o pleco. Que era a personalidade de um homem que vivera naquela região noutros tempos. Pensou é ele. E não teve medo.Sentiu foi uma curiosidade enorme. Uma sensação toda de paz a invadiu. Só um pensamento, quem seria essa pessoa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-3473572043442254416?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/3473572043442254416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/05/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3473572043442254416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/3473572043442254416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/05/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao.html' title='LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-7197406178169813474</id><published>2009-04-24T20:21:00.001-03:00</published><updated>2009-04-24T20:50:08.176-03:00</updated><title type='text'>LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E a ninfa do plecóptero, toda prosa, continuou sua falação:&lt;br /&gt;_ È que eu estou prestes a completar esta fase da minha evolução e me transformar num lindo espécime da complexa cadeia alimentar da natureza. Acontece que, por um desses lances insólitos, de repente comecei a entender as coisas, em suma, acho que fiquei racional, como vocês humanos costumam dizer. Apesar de minha aparência física continuar como inseto, minha capacidade intelectual já ultrapassou a da humanidade.&lt;br /&gt;_ Sem condições! Olhe só o seu tamanho. Não tem espaço para abrigar um cérebro nem de galinha, como vai ter mais capacidade que o nosso cérebro?&lt;br /&gt;_ Você já ouviu falar em chip, tenho certeza. Pois é, a inteligência e a capacidade intelectual de vocês ainda estão presas ao sistema milenar de massa encefálica, neurônios, hormônios e outros ônios. A natureza me fez pular esta fase. Minha filha, eu sou chipado. Por que é que você está me ouvindo? Aliás, você não está me ouvindo. Eu me comunico com você por um sistema muito mais evoluído. Você me olha e entende minha mensagem. Tudo que você pensa eu capto imediatamente.&lt;br /&gt;Grace pensou em desafiar a falastrice de seu interlocutor. Não vou responder. Quero ver se ele realmente lê meu pensamento. Que bichinho mais metido.&lt;br /&gt;_ Que bobagem! É claro que sei o que você está pensando. Não é bem um desafio, é um teste. E é válido. Só que eu não sou metido. Tenho consciência de minha capacidade. Vou lhe explicar em detalhes nossas diferenças. &lt;br /&gt;Deu uma contorcidinha, procurando se ajeitar no tiquinho de água que ficara na mão da menina. _ Sabe, eu preciso de água para sobreviver enquanto estiver nesse estágio de ninfa.  &lt;br /&gt;_ Você não engoliu essa história de eu ter um chip. Não é bem isso, não. Na verdade, não tenho chip nenhum. Foi só uma comparação. A revolução que o chip representou na eletrônica é semelhante à que representará na biologia essa concepção futurista de inteligência. Como pode ser isso, você está pensando, e porque foi acontecer num bichinho à toa desses e não num ser humano? Muito simples. Vocês humanos não têm a mania de usar os animais para suas experiências? Pois é, a Natureza aderiu à moda de vocês. Eu sou um dos protótipos. Não sabe o que é protótipo. Me cansa. Procure num dicionário, depois.&lt;br /&gt;Grace não gostou da esnobada que recebeu daquele tipinho. Mas esse balde de água fria a trouxe de volta à realidade. O que será que esses dois estarão pensando? Levantou os olhos procurando-os e percebeu que eles estavam na mesma posição do início do seu diálogo com o inseto. Parece até que acabava de escutar o Carlim dizer que ela estava escutando um discurso. Foi como se as coisas que a ninfa lhe dissera estivessem dentro de sua cabeça. Como se fossem pensamentos seus. Na verdade, o tempo não havia passado. E o Carlim continuou:&lt;br /&gt;_ Como é, Gracinha, vamos voltar? Você já achou seu bichinho. Agora jogue ele de volta na água, coitado. Senão ele vai morrer.&lt;br /&gt;Foi só a Grace olhar para seu novo amiguinho e sentir seu apelo.&lt;br /&gt;_ Não me deixe aqui. São muitos os predadores e eu preciso contar muitas coisas para você. Faça o seguinte, me leve com você. Só preciso permanecer na água por mais um tempo. Assim que acontecer minha metamorfose não haverá mais necessidade de me manter dentro d’água. Aí eu poderei voar. Mas agora eu estou correndo um risco muito grande. Numa dessas minhas piruetas aquáticas vou me agarrar a um ramo que esteja acima da superfície e aí aguardo minha transformação. Imagine só quanto risco estarei correndo. Poderei virar comida de pássaros. Quando eu, finalmente, virar um glorioso plecóptero, ainda não estarei seguro. Se cair na corrente, com minhas asas meio úmidas, acabarei na barriguinha de algum peixe. Vamos, arranje um recipiente com um pouco de água e me leve para sua casa.&lt;br /&gt;_ Carlim, eu quero ficar com essa ninfa. Quero acompanhar sua evolução. Assistir o processo de sua metamorfose.&lt;br /&gt;_ Está bem, princesa. Vou ver o que posso fazer. Se tivéssemos trazido uma garrafinha com água, agora seria fácil.&lt;br /&gt;Saiu andando devagar às margens do ribeirão até encontrar uma touceira de inhame brabo. Com o canivete Victorinox, que ganhara de seu tio no dia do aniversário e do qual não se apeava nunca, cortou uma folha sem defeito, dobrou-a formando uma concha e apanhou um pouco d’água.&lt;br /&gt;_ Pronto. Coloque sua preciosa carga aqui dentro e vamos embora.&lt;br /&gt;_ Brigadim, Carlim. Quando você casar eu vou dançar muito.&lt;br /&gt;_ Só se for comigo, beleza!&lt;br /&gt;Ela olhou para ele e lhe deu um muxoxo que ele achou adorável.&lt;br /&gt;_ Lá em casa tem um aquariozinho velho, encostado. Vou colocar água nele, umas pedrinhas no fundo igual aqui no ribeirão e vou colocar o pleco nele.&lt;br /&gt;_ O, o quê?&lt;br /&gt;_ O pleco, uai. Não é plecóptero? Então, pleco. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-7197406178169813474?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/7197406178169813474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7197406178169813474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/7197406178169813474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/lst-cap-i-o-cacador-do-sol-continuacao.html' title='LST CAP. I - O CAÇADOR DO SOL - Continuação.'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4426931380073340079</id><published>2009-04-21T20:00:00.004-03:00</published><updated>2009-04-21T20:18:04.626-03:00</updated><title type='text'>LST - CONTINUAÇAO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cap. I - O CAÇADOR DO SOL - continuaçao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três chegaram, à tardinha, ao local conhecido como piteiras. Era uma baixadinha toda verde de capim bom para o gado. O riacho escorria fazendo curvas caprichosas. Às vezes, sonolento, às vezes, saltitante entre as pedras arredondadas.&lt;br /&gt;Olhando do alto da colina, por onde a estradinha chegava, parecia que alguém havia estendido um tapete, prendendo as bordas nas raízes das árvores da capoeira que circundava todo o vale. Depois, sem querer, distraidamente, deixou cair uma tigela cheia de leite que se espatifou em pedacinhos e escorreu tapete abaixo, carregando os caquinhos que foram se arredondando com o rola-rola e virou esse ribeirão que tomou gosto pela brincadeira e não parou mais de correr.&lt;br /&gt;_ Onde foi que o bichinho falou com você?&lt;br /&gt;_ Foi bem aqui, neste lugar, Carlim.&lt;br /&gt;_ Mas nessa hora o sol estava bem forte, não estava?&lt;br /&gt;_ E daí? O que tem o sol a ver com isso?&lt;br /&gt;_ Tem tudo! O calor afetou você. Sua cabeça começou a doer. Você passou por uma modorrinha, deu uma cochilada daquelas que duram frações de segundo e essa história toda foi um daqueles sonhos instantâneos que a gente tem.&lt;br /&gt;_ Não pode. A coisa foi muito real. Eu não perdi a consciência. O tempo todo eu estava vendo todo mundo ao meu lado.&lt;br /&gt;_ Isso acontece. Mas aposto que agora, sem o sol, você não vai ouvir nenhuma voz estranha.&lt;br /&gt;_ Aquele bichinho deve estar por aqui ainda. Vou olhar com atenção o fundo da água. Ele fica debaixo dessas pedrinhas redondas. De repente ele dá um salto, faz uma pirueta bem na superfície e mergulha de novo se escondendo debaixo de outra pedra.&lt;br /&gt;_ Será que ele vem à superfície para respirar, que nem o peixe-boi que mora nos rios da Amazônia? Era a Márcia, querendo encontrar explicação pata tudo.&lt;br /&gt;_ Sei lá, Márcia. Vocês é que estão estudando biologia. Pergunte pra sua professora, ou então pesquise e encontre a resposta.&lt;br /&gt;_ Deixa de ser chato, Carlim! Perguntei só por perguntar.&lt;br /&gt;Enquanto os dois irmãos quase se estranhavam, Grace, debruçada sobre o ribeirão, observava atentamente o escorregar lânguido das águas entre as pedras limosas. Espraiando-se logo abaixo, na areia que cobria o fundo, lugar dos animais pararem para beber. E as águas davam uma volteada como se estivessem olhando para trás, talvez esperando que as pedras as acompanhassem. Depois continuavam seu caminho roçando em outras pedras, neste jogo de sedução sem fim e sem êxito.&lt;br /&gt;Foi quando, subitamente, como um corisco riscando o céu, um bichinho preto surgiu e desmergulhou em direção à superfície. Como num movimento reflexo, a mão direita da menina relampagou no espaço que a separava da água e capturou o serzinho com um pouco do líquido que ficou depositado na palma em concha.&lt;br /&gt;_ Te peguei, danadinho! Quero ver se todos vocês falam ou se era só aquele do outro dia.&lt;br /&gt;_ Adivinhe! Eu sou aquele mesmo do outro dia. E as anteninhas dele se mexeram como se estivesse gesticulando, que nem um italiano quando fala.&lt;br /&gt;_ Mai god! - Desde que começara a estudar inglês, essa era sua expressão favorita – Carlim, Marcinha, venham ver o que achei aqui!&lt;br /&gt;Chegaram rapidaente.&lt;br /&gt;_ Isso é a ninfa do plecóptero, foi recitando a Márcia, você não se lembra?&lt;br /&gt;_ Márcia, é o mesmo do outro dia!&lt;br /&gt;_ Quem pode garantir?&lt;br /&gt;_ Ele mesmo. Ele fala.&lt;br /&gt;_ Ai, mai god, disse remedando a amiga, a coisa é mais séria do que estava pensando.&lt;br /&gt;_ Você não acredita? Pois eu vou lhe fazer uma pergunta e você vai ver que não estou mentindo, E aproximando a boca da mão, perguntou carinhosamente ao seu refém:&lt;br /&gt;_ Quem é você e o que estava fazendo aqui?&lt;br /&gt;As anteninhas tornaram a se mexer e ela ouviu nitidamente.&lt;br /&gt;_ Pra todo mundo que me vê eu sou apenas a ninfa de um plecóptero aguardando o fim desse estágio da minha evolução, mas, na verdade, eu sou a manifestação do espírito da natureza. Esse espírito pode se manifestar em qualquer ser que habite este planeta. E virando suas antenas para os amigos da Grace, não adianta eles ficarem me olhando com essas caras de assustados, porque eles não vão ouvir minha voz. Ela não é captada pelos ouvidos humanos. Só a alma é capaz de ouvir nossa voz.&lt;br /&gt;Os dois já estavam intrigados com o jeito como a menina estava absorta na contemplação do animalzinho.&lt;br /&gt;_ Que que foi, Grace?&lt;br /&gt;_ Psit, ele está falando.&lt;br /&gt;_ Pelo tempo e a atenção que você dispensa a esse projeto de besouro, ele deve estar fazendo um discurso, ironizou o Carlim.&lt;br /&gt;Mas Grace não lhe deu a menor atenção. Estava concentrada naquele animalzinho de outro mundo. E de tal modo absorta que nem estranhava o fato de estar travando um diálogo com um ser irracional, como julgava serem os insetos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4426931380073340079?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4426931380073340079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/lst-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4426931380073340079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4426931380073340079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/lst-continuacao.html' title='LST - CONTINUAÇAO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-766087827163011224</id><published>2009-04-19T20:43:00.003-03:00</published><updated>2009-04-19T22:00:08.024-03:00</updated><title type='text'>PHARMACIA EM BABILONIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ja havia escutado o boato. A Farmacia do Sr. Osni ia ser ativada. Realmente, ha algum tempo tenho-a visto com as portas abertas. Dia desses resolvi parar la e conferir. Confere. O Adao da farmacia, que ja tem um estabelecimento em Jaguaraçu, alugou a sala em que sempre funcionou a Drogaria Sao Jose do Sr. Osni. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora o mais importante e que ela esta do jeito que todos nos a conhecemos. Os mesmos moveis, a mesma disposiçao. E foi uma exigencia dos meninos do Sr. Osni. Achei o maximo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinquenta e tantos anos atras, via aqueles armarios quase de cabeça pra baixo, deitado de bruços no colo de minha mae, para tomar a vacina antirrabica, por culpa de um cachorro que tinha la em casa e pirou e saiu mordendo todo mundo. Eram muitas doses e eu nao queria de jeito nenhum levar todas aquelas agulhadas. E interessante que naquele tempo sr. Osni ja vendia outros produtos como brinquedos e artigos infantis. Que nem as drogarias de hoje em dia. E foi so por causa de um cachorrinho que corria sobre rodas (corria sobre rodas é interessante - a pedidos vou abrir uma exceçao para o acento grafico do é) movido por corda acionada puxando seu rabo, que me submeti a todas aquelas injeçoes. Ganhei o cachorrinho no dia da ultima injeçao e quano cheguei em casa minha tia foi brincar com ele sobre um banco e ele caiu e quebrou uma das rodinhas. Mas brinquei muito com ele so com as duas rodas da barriga. Ia batendo a cabeça ou a traseira no chao, mas era divertido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, sugeri ao Adao colocar a venda uns brinquedos que podem atrair a criançada pra tomar injeçao e ganhar presentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando ao tema, o Adao é gente fina. Atende com muita gentileza e esta formando seu estoque de remedios. Entao sua visita é importante ate para ajuda-lo a escolher o que vai ser procurado pelos clientes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prometi ao Adao que iria deixar essa nota no blog para dar ciencia aos meus leitores que agora podem encontrar la aquele remedinho esperto que pode ser necessario de repente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero dar os parabens tambem a Carlos Alberto, Geraldo, Orminda e Ze Osni por terem tomado essa decisao de alugar o ponto e, mais importante, combinar de funcionar do mesmo jeito que era antigamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-766087827163011224?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/766087827163011224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/pharmacia-em-babilonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/766087827163011224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/766087827163011224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/pharmacia-em-babilonia.html' title='PHARMACIA EM BABILONIA'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4281630734459974594</id><published>2009-04-16T22:25:00.004-03:00</published><updated>2009-04-21T20:27:12.535-03:00</updated><title type='text'>LIVRO SEM TITULO - LST</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cap. I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CAÇADOR DO SOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracelaine acabara de responder ao Dr. Plecóptero, dando nota sete ao riacho em que ele estava hospedado.&lt;br /&gt;Estava tudo tão confuso na cabecinha dessa menina de quase treze anos.&lt;br /&gt;Durante a aula de biologia a professora inventou que deveriam fazer uma pesquisa de campo. Foram até o local chamado Piteiras para examinar a água do ribeirão que formava ali um pequeno açude onde adoravam brincar.&lt;br /&gt;Deveriam observar as margens do riacho, o leito das águas, os arredores, anotando tudo que vissem e achassem interessante.&lt;br /&gt;Foi aí que tudo começou.&lt;br /&gt;Clarisssa, esse era o nome da professora, pegou uma peneira e raspou o fundo do ribeiro, trazendo areia, ciscos, folhas velhas meio apodrecidas e uns bichinhos que moravam naquele habitat, que era como a professora chamava os locais em que essas criaturinhas viviam. Ela falava até engraçado, terminando com um tate, habitate.&lt;br /&gt;Nessa peneirada havia um bichinho estranho. Quando Grace viu o inseto, de cara ela cismou com ele. Tia Clarissa, que bicho é esse? Qual? Esse esquisito que está olhando pra mim!&lt;br /&gt;Então, Grace viu a boquinha do bicho se mexendo. - Tia, ele fala? - É claro que não! - Mas eu ouvi direitinho ele dizer assim: Ei, professora, aqui embaixo, na peneira. - Você está sonhando, Laine. Esse animalzinho é a ninfa do plecóptero. Depois ele se transforma, sai da água e fica vivendo nas margens, escondidinho debaixo das pedras.&lt;br /&gt;A professora só a chamava de Laine. Dizia que era mais bonito do só Grace. Parecia francês. Com ela, ou seria Gracelaine todo, ou, então, só Laine. Que podia fazer? Sentia-se até lisonjeada com o interesse da professora.&lt;br /&gt;Mas Grace não escutava as explicações da professora nem percebia a presença de seus colegas. Ouviu perfeitamente quando o tal pleco não sei o quê perguntou: - posso ajudá-los em suas pesquisas? E ela mais que depressa respondeu: Claro. E ele foi em frente na sua falação: - Observei que vocês estão avaliando esse rio.&lt;br /&gt;Para ele, tão pequenininho, aquele riachozinho era um rio de verdade. Mas ele continuava a falar: - Que nota vocês deram para esse trecho? Foi aí que Grace, quase sem querer, respondeu: - Nota sete.&lt;br /&gt;_ Que foi, Laine? Perguntou Clarissa.&lt;br /&gt;_ Nada, não! E voltou a prestar atenção nas explicações da professora.&lt;br /&gt;Só que a cena do bichinho falando não saía de sua cabeça e ela se assustou com medo de estar ficando lelé da cuca.&lt;br /&gt;Por fim a professora terminou a aula prática e todos voltaram para o colégio. Já era hora de irem para suas casas&lt;br /&gt;A menina entrou na sala de aula desconfiada, olhando para os lados com o rabo dos olhos. Tinha certeza que os colegas estavam comentando as coisas disparatadas que ela acabara de falar lá na beira do regato.&lt;br /&gt;Mas a professora liberou logo todo mundo para ir embora. Ela apanhou suas coisas e foi saindo de fininho, sem encarar nenhum colega. Apertou os passos para ver se conseguia sair na frente e não ter de responder nada a ninguém.&lt;br /&gt;Já havia ultrapassado a ponte que ficava logo na saída do portão do colégio, quando ouviu que alguém vinha rápido atrás dela, quase correndo. Não quis se virar para ver quem era. Seria muita bandeira. Mas a pessoa já estava ao seu lado.&lt;br /&gt;--- Gracinha, cê tá bem?&lt;br /&gt;--- Tô, não. Minha cabeça tá doendo, pacas. Acho que é o sol.&lt;br /&gt;--- Pode ser. Marquim me contou que ocê, na aula de campo, cismou que tinha um bichinho falando. Cê quer conversar sobre o que aconteceu lá na piteira?&lt;br /&gt;--- Por quê? Cê acha que tou ficando doida?&lt;br /&gt;--- Que nada. Acho que cê tava tirando um sarro com a professora.&lt;br /&gt;--- Eu, não! Eu vi e ouvi direitinho tudo que aquele bichinho falou.&lt;br /&gt;--- Às vezes, a gente acha que viu ou escutou alguma coisa, mas é só imaginação. Principalmente se a gente está distraído, pensando nalguma coisa diferente.&lt;br /&gt;--- É, só que não foi nada disso, Carlim. Eu não tava sentindo nada. Estava prestando atenção no que a professora tava falando. Mas, na hora em que vi o tal bichinho, ouvi direitinho a voz dele.&lt;br /&gt;--- E os outros, ouviram também?&lt;br /&gt;--- Acho que não. Só eu que ouvi.&lt;br /&gt;--- Esquisito!…&lt;br /&gt;E Carlim ficou olhando para Grace. Naquela mistura de carinho, ternura e preocupação. Era alguns anos mais velho do que ela. Moravam na mesma rua e ela ia, algumas vezes, até sua casa, brincar ou estudar com sua irmã Márcia. As duas tinham mais ou menos a mesma idade e eram colegas de sala de aula.&lt;br /&gt;Quando começaram essa amizade, ainda pequenas, nem prestou atenção naquela menininha de pernas finas, carinha de anjo sapeca, sempre sorrindo meio envergonhada, cobrindo a boca com a mão em concha por causa dos dentes irregulares, apesar de muito branquinhos como se estivessem sempre acabando de ser escovados.&lt;br /&gt;Agora, de repente, acabava de perceber que ela se transformara. Aqueles cambitos viraram um par de pernas dignos de apreciação. Até o aparelho que usava nos dentes lhe dava um encanto especial e ela já sorria confiante. E quando ria era para valer, com a participação solidária de todos os trinta e dois que brevemente seriam apenas trinta, pois havia dois que estavam condenados. Os tais dentes do siso. Estavam apenas nascendo e já estavam empurrando seus irmãos como se fossem os donos daquela boquinha apetitosa.&lt;br /&gt;__Carlim, cê volta comigo lá nas piteiras? Quero procurar aquele bichinho. Quem sabe, ele não pode estar lá ainda?&lt;br /&gt;-- Bobagem, mas se ocê quiser, eu vou, sim.&lt;br /&gt;-- Vou chamar a Márcia também. Ela viu o que aconteceu na aula.&lt;br /&gt;Carlim soltou um suspiro de resignação. Preferia que fossem sozinhos, mas não ia dar bandeira. Tinha muito tempo para abrir o caminho do coração dessa menina.&lt;br /&gt;-- Tudo bem. Depois a gente combina uma hora para irmos lá.&lt;br /&gt;-- Eu vou falar com a Márcia, primeiro. Certo?&lt;br /&gt;-- Certo! Até, então! --------- &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4281630734459974594?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4281630734459974594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/livro-sem-titulo-lst.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4281630734459974594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4281630734459974594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/livro-sem-titulo-lst.html' title='LIVRO SEM TITULO - LST'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1178307182985148455</id><published>2009-04-16T22:02:00.003-03:00</published><updated>2009-04-16T22:25:08.479-03:00</updated><title type='text'>UM NOVO LIVRO... QUE PREGUIÇA!..</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que se fosse baiano, nao seria mais preguiçoso. Comecei a escrever com um enredo mais ou menos bolado. De repente achei que nao ia ter graça e comecei outra estoria com a intençao de inserir a estoria original. Mas ja deve ter uns tres anos e a coisa nao anda. Agora com esse blog me acenderam umas lamparinas na cabeça, como dizem os mais velhos daquela novela. Se começar a publicar aqui, como se fazia antigamente. A maior parte dos romances eram publicados em jornais sob o forma de folhetins. Depois eram editados em forma de livros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entao, estou pensando em dividir o que ja esta escrito e ir colocando nesse blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda nao tenho um titulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De tanta preguiça, vou so copiar sem mexer nos acentos. O que ja escrevi esta na ortografia antiga. Quero dizer, tem acentuaçao grafica. Mas o que for produzido de agora em diante vai ser na minha nova ortografia. Sem acento nenhum. A unica duvida e o e (verbo ser-3a pessoa) e o e (conjunçao aditiva). Existem colocaçoes em que tanto faz. Agora, quando nao da sentido de um jeito e so mudar para o outro que a coisa funciona. E bom para o leitor nao perder a atençao.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ta decidido, vou começar hoje ainda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1178307182985148455?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1178307182985148455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/um-novo-livro-que-preguica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1178307182985148455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1178307182985148455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/um-novo-livro-que-preguica.html' title='UM NOVO LIVRO... QUE PREGUIÇA!..'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-6272558516026863253</id><published>2009-04-11T18:01:00.005-03:00</published><updated>2009-04-12T21:05:46.760-03:00</updated><title type='text'>...O JUDAS VINHA... A REVOLTA DOS BOIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E aconteceu o inimaginavel. Na procissao da semana santa a Veronica canta Oh vos que passais imaginai so a minha dor. Entao para vos que nao estaveis em babilonia, imaginai so o que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O judas vai... e o judas nao vem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a comitiva do judas passou era de se admirar a quantidade de seguidores. As crianças eram tantas que mais parecia uma correiçao de fomiguinhas, cada qual segurando sua sacolinha onde iam depositando as balas. Cantando versos do judas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na frente, iam os dois bois conduzindo o carro do judas. O carro de bois do judas. Uma junta. Nao precisava de mais. Judas e leve, mais um ou dois passageiros de companhia. Carga pouca. Que acostumados com maior peso. Carro cheio de milho ou carrego outro, mas pesado. Nem sentiam ter que despender maior esforço nessa missao. So o barulho e que incomodava. Algazarra muita e eles acostumados com o silencio e a tranquilidade de sua morada. Barulho, so o cantar do eixo do carro, os gritos eh boi e o chocoalhar da argola do aguilhao. Agora nao. Confusao demais e as orelhas tudo captam e os chifres parecem antenas que amplificam a zoeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zico e Zeca, a principio calmos, começam a ficar inquietos. Nomes ficticios. Tal qual os de menor nomes e imagens nao podem ser divulgados. Associaçao protetora dos animais nao permite. Ja e demais a carga horaria a que sao submetidos. Imaginem, em pleno feriado eles trabalhando sem direito a horas extras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zico arrisca uma olhada de banda para o Zeca. Da-lhe uma lambada com a vassoura do rabo e espera sua reaçao. Que foi? Que ce ta achando da situaçao? Estranha, nao? Rummm... tambem nao estou gostando. Pra que sera toda essa balburdia? Essa o que? Balburdia. Que isso? Bagunça, confusao, anarquia. Ah, nao sabia de sua erudiçao. Tive um candieiro que nao largava um livro e lia em voz alta. Aprendi muito com ele. Me lembro dele. Mas enquanto ele falava aquelas coisas estranhas eu ficava ruminando meus pensamentos gramineos. A agua fresca do ribeirao e nao dava a minima para o que ele dizia. Pois e, agora nao entende o que digo. Nem tanto. Olhe, uma vez, num livro que ele lia, contava uma estoria de uma multidao assim ensandecida. Ensandecida? E, enlouquecida. Ah! E no fim da linha a coisa acabou em sangue. Nao diga, e se for pra haver sangue, advinha de quem? E nisso que estou pensando. Nao se lembra do Bim e do Bao? Apareceram uns caras e eles desapareceram. Vimos so as marcas de sangue no chao e aqueles dois couros espichados ao sol. Depois disso nos passamos a ser os unicos a puxar esse chiado interminavel. Agora voce nao ve que apareceram aqueles dois molecotes ja bem troncudos e que de vez em quando colocam aqui na nossa frente pra treinar. Acho que nossa aposentadoria ta chegando e sabe o que isso significa, nao? O mesmo destino do Bim e do Bao. So que comigo nao, violao. Que violao? Deixa pra la. Booooiiiii...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acostumados com a ordem, estacaram. Zico retomou a conversa. To vendo que a presilha da canga ta quase soltando. Se a gente fizer uma pressao pra baixo e abaixar a cabeça nos podemos fazer essa canga cair e saimos livres. Mas estamos peiados um no outro. Nao tem problema. Nos podemos sair correndo juntos e escapamos desse destino ingrato. Na volta que e mais facil achar o caminho de casa. Pra casa e que nao podemos voltar. Temos de cair no mundo. Quando fizerem uma daquelas paradas para jogarem aquelas pedrinhas cheias de gritos e cantoria; e hora de cairmos fora. Rum...rum...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nao deu outra. Assim que a comitiva retornou, Zico e Zeca trocaram um olhar enviezado-cumplice, baixaram as cabeças ao mesmo tempo. As presilhas se soltaram. A canga caiu e eles sairam em disparada. A confusao so nao foi maior porque estavam na frente de todos e nao tiveram de abrir caminho. Que dois pares de chifres dao muito medo a humanos nao acostumados. E como caminho outro nao ha atravessaram a cidade toda correndo, em par, como um casal de noivos, apos o casamento, direto para a lua de mel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo com cara de tacho. Os da organizaçao olharam praqui, olharam prali, soluçao melhor nao acharam. Galhardamente assumiram o lugar dos bois e o carro do judas, nao mais de bois, chegou ao seu destino na praça. Agora e so esperar a hora da leitura do testamento e tacar fogo no dito cujo. Isso se o judas nao fugir tambem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-6272558516026863253?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/6272558516026863253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vinha-revolta-dos-bois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6272558516026863253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/6272558516026863253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vinha-revolta-dos-bois.html' title='...O JUDAS VINHA... A REVOLTA DOS BOIS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2773913249060448041</id><published>2009-04-10T20:57:00.002-03:00</published><updated>2009-04-10T22:40:06.428-03:00</updated><title type='text'>O JUDAS VAI... O JUDAS VEM-2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tao vendo so como e bom ter seguidores (no meu caso, so seguidoras ate agora). Quando resolvi escrever sobre judas tinha na cabeça o judas da babilonia. So que me perdi nas elocubraçoes filosopsicosociais do acontecimento e nao e que veio a Cristina me dar uma cutucada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos que dividir essa estoria em AM e PM. Ante Maurilien e Post Maurilien. Ou AP e PP. Ante Piloloian e Post Piloloian. As variaçoes se referem as declinaçoes latinas. Cade o Tacao e o Helio de So Erico que nao me deixam mentir?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre AP e PP houve o TP. Tempo do Piloloia. Ai ja esta em portugues, nao ha variaçao declinatoria. Pra quem esta meio confuso diria TMP. Tempo do Maurilio Piloloia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AP ou AM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa festa do judas se perde nas brumas babilonescas da onça grande. Em tempos idos funcionava de outra forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia um tal de curral de nao sei o que. Por mais que apertasse o cerebro dos miolos nao consegui lembrar o nome desse curral. Os mais antigos devem se lembrar. Vou explicar pra que servia esse cural e a Flavia, minha seguidora caçula, vai ter a gentileza de perguntar ao seu avo, Raimundo de So Paulo, esse bendito nome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um recinto onde prendiam os animais que ficavam soltos na rua. Os proprietarios desses animais tinham de pagar uma taxa para retira-los.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois e (voces estao conseguindo identificar a terceira pessoa do verbo ser em contraposiçao a conjunçao aditiva e? Na minha pirraça de nao usar acentos, as vezes acho que posso ser mal interpretado). Da quinta feira santa ate o sabado de aleluia essa taxa era revertida para a comissao do judas. E o que faziam, naquele tempo, nossos herois do BBJ (Big Brother do Judas)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Batiam nos pastos da vizinhança e conduziam o gado para o curral. No outro dia, na maior cara de pau, iam receber as taxas dos proprietarios que esbravejavam uns, achavam graça outros, mas todos tinham de tirar o leite e pagavam para retirar as vacas. Passavam tambem de porta em porta pedindo contribuiçao para a queima do judas. E as pessoas davam. Quase nunca dinheiro. Mas frutas, guloseimas, bebidas que eram muito bem aceitas. Fabricavam o boneco e o queimavam na praça. Mas testamento ao dava para fazer. E as bebidas que ganharam? No fim da festa, era o judas queimado e os componentes da comissao totalmente bebados recebendo as admoestaçoes do padre e os narizes torcidos das maes, comadres das maes, namoradas, noivas e ate esposas. Que tinha nego casado que tambem nao resistia a uma boa farra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai veio a epoca do TM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maurilio nao pedia ajuda pra ninguem. O ponto alto era a leitura do testamento do judas. Piloloia (era o apelido do Maurilio) passava o ano inteiro matutando nos versos que ia ler no sabado de aleluia. Tudo que acontecia era cuidadosamente anotado e virava gozaçao. Na fabricaçao da vitima ele aceitava colaboraçao. Mas ele era o protagonista maior da festa. Microfone na mao, ele ia desfiando as provocaçoes e fazendo desfilar os personagens que pisaram na bola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficou tao arraigado na memoria popular seu versejar que depois de sua partida por, varios anos, Tarcisio de So Luiz Pega-Pega que herdou o microfone do Piloloia e a incumbencia de ler o testamento, utilizou muitos de seus versos entremeando os de sua lavra. Essa fase ja faz parte da PM ou PP. Seria a primeira fase PP. Que a segunda e atual fase PP esta se desenrolando ante nossos olhos e ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma grande e acertada novidade foi a introduçao do passeio do judas, a tarde, instalado sobre um carro de bois, distribuindo balas para a garotada e arrebanhando uma multidao de acompanhantes. Os membros da comissao do judas animando o passeio e entoando versos acintosos contra o infeliz. E as crianças a cada ano se animam para acompanhar o judas e correr atras das balas atiradas de cima do carro de bois. Virou atraçao regional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite, depois da Missa, na praça em frente da igreja, ha a leitura do testamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este ano, uma novidade. O Marlifolia sera logo apos a queima do judas. Foi decisao inteligente que dara mais folego a festa. E fica uma data fixa para virar tradiçao atraindo visitantes e marcando mais um motivo para reencontro de quem se ausentou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entao fica nosso registro. Marilio Piloloia e o grande homenageado. Tarcisio nao pode ser esquecido e a turma que hoje promove e mantem a festa merece nossos aplausos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2773913249060448041?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2773913249060448041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vai-o-judas-vem-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2773913249060448041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2773913249060448041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vai-o-judas-vem-2.html' title='O JUDAS VAI... O JUDAS VEM-2'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4273466411737776560</id><published>2009-04-09T14:05:00.003-03:00</published><updated>2009-04-09T15:18:47.535-03:00</updated><title type='text'>O JUDAS VAI... O JUDAS VEM</title><content type='html'>Cabeça pelada que o judas tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O saco de pancadas dos que so levam pancadas o ano inteiro. A malhaçao do judas e uma terapia coletiva. Muitos chefes, pais, colegas, inimigos e amigos estao ali representados. Muitas vezes inconscientemente. Para todos, no entanto, nao passa de uma brincadeira. Trata-se da ludoterapia. Brincadeira que ajuda no equilibrio psicologico. Afinal, nos todos nao passamos de crianças. Alguns, crianças crescidas. Outros, nem tanto. Mas crianças pedindo colo. Chamando pra brincar. A pedagogia nao descobriu que se aprende muito mais brincando do que falando serio? Homo ludicus. E brincando que a criança aprende a ser gente grande. Seria o caso de dizermos dize-me de que brincas e te direi o que seras. Porisso e que nao acho graça nenhuma nesses super-herois tristes, de capas vermelhas e arzinho de idiotas. Fantoches engalanados fugindo da realidade. Nao sou saudosista nem no meu tempista. Mas a brincadeira antiga que nao se ve mais de faroeste era mais produtiva. As crianças encarnavam herois de carne e osso fazendo estrepulias de gente. Era a mesma luta do bem contra o mal. So que usavam recursos que estavam ao seu alcance. Ninguem voava. Ninguem tinha superpoderes. Era mais realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem me venham com o velho cliche de que essas brincadeiras, tanto as de hoje como as de ontem, estimulam a violencia. Bobagem. O que estimula a violencia e a traiçao, a mentira, os sete pecados capitais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O judas passou a representar a encarnaçao do mal que deve ser perseguido e destruido exatamente porque ele virou a personificaçao da traiçao. E isso que a humanidade abomina, ou deveria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Judas e o politico traidor da espectativa popular. E o patrao desumano e opressor. E o mau profissional corrupto e corruptor. Mas e um pouquinho de cada um que grita contra a corrupçao quase institucional de nossa sociedade e nao se peja de dar uma bola para nao levar uma multa. De comprar um produto pirata. De nao respeitar um engarrafamento de transito e ir furando a fila dos que aguardam uma soluçao democratica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, no sabado de aleluia que minha vo dizia carne no prato e farinha na cuia, fogo no judas e nas nossas mesquinharias de seres menos nobres. E como a Fenix ressuscitar das cinzas, novinhos em folha abandonando o maximo que pudermos dos defeitos queimados junto com o judas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ressurreiçao e assunto de Cristo. Ele ressuscitou alguns e usou o remedio em si proprio. Mas a queima do judas nao deixa de ter o seu simbolismo. Queimar o mal, a traiçao, a hipocrisia, a mentira, a ganancia por trinta dinheiros e procurar ser cada dia um pouco melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso que eu gostava de brincar de faroeste. A gente sempre prendia os bandidos e nao tinha nenhum gilmar mendes para solta-los. So o fim da brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4273466411737776560?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4273466411737776560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vai-o-judas-vem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4273466411737776560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4273466411737776560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/04/o-judas-vai-o-judas-vem.html' title='O JUDAS VAI... O JUDAS VEM'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-4189241632320735298</id><published>2009-03-24T22:47:00.003-03:00</published><updated>2009-03-25T19:28:00.823-03:00</updated><title type='text'>SALADA DO TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia 20, a noite, me deu uma vontade de escrever alguma coisa. Mas estava em babilonia com inicial minuscula porque nao e nome de cidade nenhuma, a nao ser na minha vida virtual. e apesar de contar com um modem da claro, la nao consegui acessar. Na casa da minha mae e sinal de eme. Outra coisa, aqui so uso virgula e ponto. Nada de acentos. Sou mais radical do que a nova ortografia oficial. Vejam so se nao da para entender tudo? Entao pra que essa frescura de acentuação? Interrogaçao tbem uso. Mas interrogaçao e ponto tambem. Entao ta certo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava no preludio de mudar a potencia de meu motor. Passei de 6.1 (seis ponto um) para 6.2 (seis ponto dois) e me deu aquela nostalgia de quando era um motorzinho economico, 1.7, 1.8, etc. Bobagem. Cada motor tem suas vantagens e desvantagens. Antes, pelo menos os impostos eram menores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Briquitei, briquitei e nao consegui escrever nada. Agora entrei nesse blog que nao sei porque fui inventar e vi que a ultima publicaçao foi em 28/02. Pequepe (lembrem-se que nao uso acento). Tenho de escrever alguma coisa, senao minha unica seguidora (Lucinea de tia Nazinha, parente e pra essas coisas) e mais alguns curiosos podem dizer olha so o metido a escritor ja parou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nao parei. Dei-me uma tregua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o TEMPO. Era ele o motivo de minhas elocubraçoes na vespera do outono. Agora me lembrei de um detalhe. Nasci no inicio do outono. Por isso essa nostalgia. Despedida do verao. A primavera ainda longe e o inverno vem ai. Se bem que, nestas plagas, o inverno e uma bençao.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o filosofo que o dito cujo (tempo) nao existe. O futuro nao existe mesmo. O passado ja nao existe mais e o presente e uma fraçao de segundinho a toa. Parece que ele tem razao. Ou entao podemos adaptar. Existe na nossa memoria o que passou, seria o tempo passado. A perspectiva do tempo futuro, seria o que vai acontecer se as grandes potencias mundiais deixarem. E o tempo presente e essa fagulha do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todos o mais delicioso e o passado. Porque e o passado que da uma esperança de futuro. O passado e uma soma dos trilhoes ( que nem o deficit americano) de fagulhas do presente.  E pelo correr da carruagem de seu passado voce tem mais ou menos uma certeza de como pode ser o seu futuro. E claro que se nao acontecer nenhuma bala perdida em quaisquer dos sentidos. Nao tinha aquele cara que so dirigia sobrio, nunca passou por cima de nenhuma faixa continua, nunca ultrapassou a velocidade das placas, nem passou num sinal vermelho, ate no amarelo piscando ele parava antes de passar e nao veio um efedepe (ta sem acentos) cortando numa curva, faixas continuas e nao arrebentou ele? Sao as balas perdidas a que estamos sujeitos. Alem de outras de efeito moral, psicologico, financeiro, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, chega de filosofia barata. Alias, a barata e um ser eminentemente filosofante. Dizem que e um dos animais mais antigos da terra e que se houver uma hecatombe atomica e o unico que pode escapar. Tudo por causa de sua imensa capacidade de se adaptar a qualquer situaçao.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejamos como as baratas, sem nunca perder a ternura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-4189241632320735298?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/4189241632320735298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/03/salada-do-tempo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4189241632320735298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/4189241632320735298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/03/salada-do-tempo.html' title='SALADA DO TEMPO'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2153860294750806297</id><published>2009-02-28T20:51:00.004-03:00</published><updated>2009-03-01T11:10:28.825-03:00</updated><title type='text'>CONTINUANDO...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é, retornando ao assunto, almoçado e já em Babilônia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma de suas obras que ficou para a posteridade foi a construção da estrada que ligava a sede da cidade á região rural chamada de mata, onde está situado o Parque Florestal do Rio Doce.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na época, ficou chamando "estrada nova". Era uma delícia brincar de escorregar na terra solta que se derramava morro abaixo. Desespero das mães, principalmente aos domingos, depois da Missa. Era comum reunirem-se meninos e meninas e irem chiar na terra solta e vermelha. As roupas eram as de ir à Missa, ou de "ver Deus".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ficou parada no alto de Jacroá. Embargos, brigas políticas, etc. Depois foi ligada ao Parque Estadual do Rio Doce. É essa estrada que agora terá as obras de pavimentação iniciadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Sr. Foad, depois de cumprir sua missão aqui, foi embora dar continuidade à sua carreira de funcionário público. Mas não se esqueceu da cidade nem dos amigos que fez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, foi homenageado, recebendo o título de cidadão honorário e placa distinguindo-o como "amigo de Marliéria" na festa Apareça na Praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como &lt;em&gt;verdadeiro gentleman&lt;/em&gt; valorizou muito aquelas crônicas publicadas como "Babilônia e seus fantasmas", e acabou ele mesmo escrevendo suas memórias sobre as intendências que exerceu em sua vida. E declarando abertamente seu amor por essa terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegamos a manter correspondência e ele nunca deixou de me mandar um cartão de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2153860294750806297?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2153860294750806297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/continuando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2153860294750806297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2153860294750806297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/continuando.html' title='CONTINUANDO...'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-2759824450508162356</id><published>2009-02-28T11:58:00.003-03:00</published><updated>2009-02-28T12:14:24.722-03:00</updated><title type='text'>ESTRADA DO PARQUE E OUTROS ASSUNTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabei de ver na internet, mensagem postada pela Maria Nunes, convite para o lançamento da obra de pavimentação da estrada do parque florestal do Rio Doce. Aí me bateram na cabeça, que o coração não pensa, ao menos por enquanto, sei lá o que podem descobrir esses maravilhosos cientistas, as lembranças da abertura daquela estrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mais do que da abertura da estrada, a figura do Sr. Foad. Acabou de nos deixar, depois de ficar sem a sua Vera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando abriram aquela estrada ele era o intendente em Marliéria. Para quem ainda não sabe, quando foi emancipada a cidade, era preciso alguém com experiência, disposição e competência para assumir a administração do novo município e organizar toda a infra estrutura {ainda não tenho certeza se essa palavra deve ser escrita &lt;em&gt;infraestrutura,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;infra-estrutra,&lt;/em&gt; ou como escrevi, nem vou agora, em plena efervescência de ideias(aqui tenho certeza que o acento gráfico acabou) e já sendo chamado para almoçar, procurar as novas normas de ortografia} para a primeira eleição do executivo e do legislativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande sorte foi ter sido justamente ele nomeado para essa missão. Depois eu continuo que já me chamaram para almoçar e não vou deixar que fiquem me esperando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-2759824450508162356?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/2759824450508162356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/estrada-do-parque-e-outros-assuntos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2759824450508162356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/2759824450508162356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/estrada-do-parque-e-outros-assuntos.html' title='ESTRADA DO PARQUE E OUTROS ASSUNTOS'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-1359821282440770609</id><published>2009-02-24T19:45:00.003-03:00</published><updated>2009-02-24T20:21:39.142-03:00</updated><title type='text'>CARNAVAL2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Terça feira gorda era como se chamava a terça feira de carnaval. O último dia de folia, onde tudo era permitido. Diziam os entendidos que depois do carnaval é que era bom ir à zona boêmia. Ficava cheínha de moças novas que foram expulsas de casa pelos pais moralistas. Coisas de antigamente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas aqui, em Babilonia, interior de Minas, o máximo que se conseguia era algum bailezinho inocente, com o Tuico, Modesto, Manuel aborde na bateria, às vezes, Zé Godoy no pistom, Tacão no trombone, Edil também não faltava. E pronto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempos depois chegou a haver até desfiles de blocos e mini escolas de samba. Com sambas enredo compostos especialmente para a ocasião por compositores locais. O carnaval começou a ficar famoso. Chegou até a atrair visitantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, como tudo que não anda por suas próprias pernas, acaba ficando refém da boa vontade ou da "ideologia" dos administradores públicos. Desentendimentos locais, por interesses eleitoreiros ou simplesmente por causa da vaidade humana foram minando a festa. Chegando a acabar, ou como se dizia da festa do rosário, quando algum casal de rei e rainha deixava a peteca cair, que foi enterrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, neste ano de 2009, foi aquela calma gostosa que a gente não suportava no século passado. Algum carro de portamalas aberto tocando, em volume insuportável, aquelas idiotices de sempre. Engraçado que ainda não fiquei sabendo de nenhum proprietário de veículo que instalasse um desses sons que inutilizam o portamalas que tivesse um gosto musical pelo menos sofrível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o ano que vem, parece que há a intenção de retomar a tradição do desfile. Quando a notícia se confirmar, estarei anunciando para combinarmos nos encontrarmos na praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até a próxima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-1359821282440770609?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/1359821282440770609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/carnaval2009.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1359821282440770609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/1359821282440770609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/carnaval2009.html' title='CARNAVAL2009'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3069252746476922127.post-8372571036458825275</id><published>2009-02-23T20:46:00.000-03:00</published><updated>2009-02-23T21:09:05.164-03:00</updated><title type='text'>MUITO PRAZER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou me apresentando. Esse blog começou a existir no carnaval de 2009. Mais exatamente na segunda feira (23/02/2009). Logo apos completar 35 anos de casado com a Vera. Casamo-nos na sexta feira de carnaval de 1974. Como o carnaval se repete todos os anos, não pudemos escapar. Vieram as bodas de prata. Agora, aguardando as bodas de ouro. Como ainda faltam 15 anos, acho que vai dar para escrever muita coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que vou escrever?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"De um tudo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que vou reeditar algumas cronicas. principalmente as ligadas à família Quintão Castro, tronco de onde sugiu o galho onde brotei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E outras coisas. Os comentários que espero ler irão também me orientar sobre a linha a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3069252746476922127-8372571036458825275?l=babiloniaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/feeds/8372571036458825275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/muito-prazer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8372571036458825275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3069252746476922127/posts/default/8372571036458825275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://babiloniaonline.blogspot.com/2009/02/muito-prazer.html' title='MUITO PRAZER'/><author><name>Aroldo Valsi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10626971615879518342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kLBvGYQIG1g/SaM01v3NEpI/AAAAAAAAAAM/u9G1j27IjCk/S220/blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
